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Pena de Morte

Sociologia

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Vez ou outra, a pena de morte ganha espaço de discussão toda vez que algum crime hediondo estampa a primeira página dos noticiários. O calor do momento e o próprio sentimento de revolta se transformam em grandes combustíveis de pessoas que vociferam contra os responsáveis por atos de extrema violência. Reconhecendo a figura de um criminoso incorrigível, acreditam que a extinção da vida se torna a melhor escolha para esse tipo de situação.

De fato, alguns campos do conhecimento como a psicologia e a neurologia apontam a presença de pessoas que se portam de forma alheia às regras sociais. Matam, roubam, estupram, enganam e destroem sem que necessariamente demonstrem algum arrependimento pelos seus atos. Para alguns desses estudiosos, alterações de dimensão física e biológica explicam a existência de alguns criminosos capazes dos mais inomináveis atos de crueldade.

Contudo, devemos ver que boa parte dos criminosos não se enquadra nesse tipo de perfil, onde a pessoa se comporta assim em razão de uma limitação física. É sabido por todos que a maioria esmagadora dos criminosos é gerada em nichos em que a miséria, a violência e outros vários tipos de adversidade contribuem para que o contraventor venha a existir. Sob tal aspecto, vemos que a criminalidade está relacionada diretamente com a própria desigualdade fomentada por nossas instituições e governantes.

Sendo assim, como poderíamos determinar a coerência existente na pena de morte aplicada contra aqueles que são, antes de qualquer coisa, vítimas do próprio sistema em que vivem? Ao executar um criminoso, por mais brando e indolor que o método utilizado possa parecer, a sociedade e o governo que a representa se abstém da responsabilidade de proteger, formar e, nesses casos, recuperar os cidadãos vitimados pela chaga da marginalização.

Paralelamente, devemos observar que a pena de morte é um tipo de punição que coloca em questão a própria noção de justiça de um povo. Em muitas culturas, é comum ouvir que a família vítima de um homicida, por exemplo, espere que ele “apodreça na cadeia”. De tal forma, vemos que a crença na reabilitação do sujeito é completamente desacreditada e substituída por um senso de justiça calcado na vingança contra o mal cometido por alguém.

Os defensores da pena de morte alegam que a utilização desse tipo de punição deve se restringir a casos muito específicos em que a recuperação se mostra completamente ineficaz. Nesse sentido, reincidentes, psicopatas e genocidas seriam os alvos principais para esse tipo de penalidade. Já outros defensores, alegam que a simples existência da pena de morte é suficientemente capaz de inibir um grande número de pessoas a cometerem um amplo universo de crimes graves.

Fora da preocupação de defender ou repudiar a pena de morte, devemos pensar todo um aspecto de questões que são ativadas através da mesma. Os preceitos morais, a configuração das leis, o funcionamento do sistema penitenciário são apenas alguns dos pontos atingidos por esse debate. Vale, assim, ressaltar que não existe um modelo de justiça imune às falhas. Mas devemos frisar o quão importante é a justiça responder, da melhor forma possível, a sociedade que representa.


Por Rainer Sousa
Graduado em História

DEIXE SEU COMENTÁRIO
  • Gustavo Ferreira sexta-feira | 01/08/2014 15:28Hs
    Quantas injustiças são praticadas pela lei em pessoas que nunca cometeram algum crime.Imagina se essa medida extrema entra em vigor com um sistema falho de investigação que temos. Muitos morreriam sem ao menos ser invetigado e comprovado sua autoria no crime.
  • Rentato C.quarta-feira | 14/05/2014 17:56Hs
    Os criminosos sempre são vistos como vítima, e as vítimas como apenas uma idiossincrasia sistêmica. A visão da autora é extremamento reducionista e limitada. Segunda a autora, tem os "loucos" e as vítimas do sistema. Isso não explicaria uma enormidade de crimes, da classe média, dos ricos e de tantos outros que acontecem diariamente. Uns dos significados de origem da palavra justiça é de equidade. Parece-me um elemento equitativo, nos casos em que é possível, tratar o criminoso, tal como a vítima foi tratada, assim como na lei de talião. Isso sim me parece justiça e não vingança, termo ridículo usado por aqueles querem legitimar a ação de criminosos. Neste caso sim, sou a favor da pena de morte. Claro que na prática pode ocorrer vários equívocos, injustiças, favorecimentos. Continua...
  • Steffane M.sábado | 19/04/2014 14:13Hs
    Posso não ser a favor da pena de morte ,ate pq seria ir contra os direitos humanos e a lei nao me apiaria,porém,a prisão perpétua seria uma soluçao bastante cabível para essas situações banais.Apoiaria se essa medida fosse implantada.
  • Andersonquarta-feira | 19/03/2014 22:16Hs
    eu tambem sou a favor da pena de morte, porque hoje em dia os traficantes,ladroes e homicidas aproveitam bastante da inocencia de adolecentes de lugares com grande pobreza para os incentivarem a praticar varios crimes, e apartir dai nasce mais uma cemente que vai indo de geraçoes a geraçoes e numca se acaba fazendo varias familias do Brasil sofrer muito. E o noso pais precisa evoluir tendo mais segurança e uma nova naçao livre e pura de toda a criminalidade.
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