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Como é feito o transporte do petróleo?

Química

O transporte do petróleo até as refinarias e indústrias é feito por meio de oleodutos, gasodutos, navios-petroleiros e terminais marítimos.

Em virtude da sua composição variável e do grande número de substâncias que o compõem, antes de ser utilizado, o petróleo deve passar por um processo de separação e purificação de seus componentes. Isso é realizado nas refinarias de petróleo. Mas como será que o petróleo chega até lá?

Além disso, o transporte de petróleo é realizado no Brasil para a realização de importações e de exportações de petróleo bruto e derivados, para o escoamento da produção dos campos petrolíferos de exploração para instalações de armazenamento e de processamento e para a distribuição dos produtos processados.

Portanto, o transporte do petróleo e de seus derivados constitui uma importante etapa no processo de produção e utilização desse produto. Assim, veja como ele é realizado:

Depois que é realizada a extração do petróleo, ele é transportado primeiramente aos portos de embarque. E para levar o petróleo são utilizados oleodutos e gasodutos, que são tubos subterrâneos que transportam, respectivamente, o óleo e o gás. Esses dutos podem ser terrestres (construídos em terra) ou submarinos (construídos no fundo do mar). Estão localizados em maior escala nas regiões costeiras ─ interligando as plataformas com terminais e estes entre si e as refinarias.

Trecho de um oleoduto

Grandes navios-tanques, conhecidos como petroleiros, também realizam esse transporte. Esses navios são chamados de superpetroleiros, em razão do seu gigantesco tamanho, com até 500 metros de comprimento e 70 metros de largura. Para se ter uma ideia de como são extensos, os tripulantes desses navios usam bicicletas para atravessar o convés.Hoje os navios-petroleiros têm capacidade para transportar mais de 500.000 tpb, como é o caso dos chamados ULCC (Ultra-Large Crude Carrier).

Imagem de navio-petroleiro

Também em razão do seu tamanho, os superpetroleiros não atracam em portos marítimos convencionais; porém, para transferir a carga para a terra e vice-versa, são usados terminais marítimos localizados nas áreas costeiras.

40% de todo o comércio marítimo mundial é transportado pelos petroleiros. No Brasil não é diferente, a maior parte de sua produção é realizada por esse meio, pois, como mostra a produção de 2002 (85% da produção nacional foi extraída do mar), o mar é a maior fonte de petróleo em nosso país.

Quando chegam aos terminais marítimos, novamente se utilizam os oleodutos, onde o petróleo é bombardeado até seu destino final (por exemplo, as refinarias).

Entretanto, embora seja bastante vantajoso em sentido econômico, o transporte marítimo do petróleo tem dado origem a acidentes que espalham grandes quantidades de petróleo pelos oceanos, o que acaba causando a morte de muitas espécies marinhas, como aves e peixes, além de plantas. O impacto gerado sobre o ecossistema aquático através de grandes acidentes, como vazamentos nos poços de petróleo, nos superpetroleiros e o rompimento dos dutos, é algo devastador e difícil de ser calculado.

Acidentes marítimos com superpetroleiros

Alguns exemplos foram o acidente com o navio Torrey Canyon, em 1967, que provocou o vazamento de 119.000t de petróleo bruto, atingindo a costa sudoeste da Inglaterra e a costa norte da França; o acidente com o navio Exxon Valdez, em 1989, no Alasca (mostrado na figura abaixo); o acidente com o navio Érika, em 1999, na costa francesa; e o acidente com o navio Prestige, em novembro de 2002.

Vazamento de petróleo no acidente com petroleiro Exxon Valdez

Assim, para prevenir a poluição acidental e operacional causada pelos superpetroleiros, a IMO (International Maritime Organization ─ agência especializada da ONU para assuntos marítimos) passou a realizar convenções como a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Óleo (OILPOL, posteriormente MARPOL) para gerar ações e regulamentações referentes a esse tipo de transporte.

Um exemplo é a obrigatoriedade do casco duplo nos petroleiros, pois ele reduz a probabilidade de a carga transportada ser derramada no meio ambiente quando da ocorrência de acidentes que geram avarias no casco do navio.


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

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  • Paulo Conceiçãosexta-feira | 13/06/2014 18:45Hs
    Texto excelente, esclarecedor. Me ajudou com algumas questões.
  • Creso Pestanasegunda-feira | 26/05/2014 10:28Hs
    Ótimo, da boa noção para quem não tem contato direto com o artigo.
  • wilsonterça-feira | 06/05/2014 11:36Hs
    Ajudou-me bastante a preparar uma apresentação
  • Genis Olieveiraquinta-feira | 31/10/2013 22:04Hs
    Foi uma excelente fonte para meu trabalho de pesquisa. Só tenho agradecer, o conjunto texto e imagem foi muito bem exposto.
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