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Mário de Andrade

Literatura

Mário Raul de Morais Andrade nasceu na capital de São Paulo, em 9 de outubro de 1893. Formou-se como bacharel em Ciências e Letras no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, em 1909. Um ano após, matriculou-se na Escola de Comércio Álvares Penteado, onde cursava Filosofia e Letras, mas abandonou o curso em função de uma discussão com o professor de português. No ano seguinte, começou o curso de piano no Conservatório Musical de São Paulo, onde se formou em 1917. Neste mesmo ano começou suas críticas a respeito das artes e cultura, então, passou a escrever para jornais e revistas, e também publicou seu primeiro livro “Há uma gota de sangue em cada poema”, sob o pseudônimo de Mário Sobral. Colaborou com publicações na A Gazeta e O Echo. Foi professor de História e Filosofia da Arte na Universidade do Distrito Federal (RJ), participante da Sociedade de Cultura Artística, diretor do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, professor de História da Música no Conservatório Dramático de São Paulo e trabalhou no Serviço de Patrimônio Histórico.

 Em 1922, publicou Paulicéia Desvairada, sua primeira obra moderna, aclamada pelo escritor Oswald de Andrade, e rompeu com todas as estruturas ligadas ao classicismo, já que fez uso de versos brancos e livres, utilizando a cidade de São Paulo como temática.

Sua obra apresenta uma linguagem mais próxima da popular e do coloquialismo: escreve “si”, “quasi”, “guspe” ao invés de “se”, “quase” e “cuspe”. Além disso, seus livros “Clã do jabuti” e “Remate de males” recaem sobre uma perspectiva folclórica, por ser Mário de Andrade um historiador ligado às raízes folclóricas adquiridas nas suas viagens às cidades históricas brasileiras, e a todo o Brasil, inclusive do Amazonas até o Peru.

 Seu marco literário é o livro “Macunaíma”, o herói sem nenhum caráter, no qual o índio amazônico encontra-se em choque com a tradição e cultura européia na cidade de São Paulo.

Macunaíma
Mário de Andrade


No fundo do Mato-Virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma. (...)

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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Escritores - Literatura - Brasil Escola

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  • luana gomes de limadomingo | 15/03/2015 17:08Hs
    muito otimo amei <3
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