Cecília Meireles nasceu no Rio de janeiro em 1901 e faleceu na mesma cidade no ano de 1964. Diplomou-se como professora pela Escola Normal (Instituto de Educação-RJ) em 1917. Além de se dedicar ao magistério primário, colaborou nos principais jornais cariocas e deu cursos de Literatura brasileira nos Estados Unidos e no México. Premiada duas vezes pela Academia Brasileira de Letras, soma-se também à sua biografia o título de doutora honoris causa, da Universidade de Delhi (Índia).
OBRAS:
Poesia: Espectros (1919); Nunca mais... e Poema dos poemas (1923); Baladas para El-rei (1925); Viagem (1939); Vaga música (1942); Mar absoluto (1945); Retrato natural (1949); Amor em Leonoreta (1951); Doze noturnos da Holanda e O aeronauta (1952); Romanceiro da Inconfidência (1953); Pequeno oratório de Santa Clara (1955); Pistóia, cemitério militar brasileiro (1955); Canções (1956); Romance de Santa Cecília (1957); Metal rosicler (1960); Poemas escritos na Índia (1961); Solombra (1963); Ou isto ou aquilo (1965); Crônica trovada (1965). As duas últimas obras foram publicadas postumamente.
Publicou também crônicas, textos para teatro, prosa poética e ficção.
CARACTERÍSTICAS DA OBRA
Cecília Meireles estréia em 1919, com Espectros, livro de influências parnasianas; lança a seguir Nunca mais... e Poema dos poemas (1923) e Baladas para El-rei (1925), ambos de temática predominantemente mística e que refletem a sua ligação com o grupo espiritualista da revista Festa. Esses três primeiros livros seriam, mais tarde, postos de lado pela poetisa, que não os inclui na edição de sua Obra poética, coletânea de 1958.
Cremos, portanto, que Cecília Meireles preferiu tomar como ponto de partida de sua trajetória poética o livro Viagem (1939), pelo qual recebeu o prêmio da Academia Brasileira de Letras.
Viagem, livro que demonstra uma maior maturidade poética, apesar de manter-se dentro dos padrões tradicionais, ultrapassa o primeiro momento do Modernismo brasileiro (anedótico e nacionalista). Ao gosto pela tradição, soma-se uma visão filosófica e universalizante. As indagações sobre a brevidade da vida, o sentido da existência, a solidão e a incompreensão humana, presentes em Viagem, permaneceriam em quase toda sua obra, perpassada por um sentimento de pessimismo e desencanto.
Participação: 5 Comentários
Avaliação:
Se você quer comentar também Clique aqui