O homem em busca da felicidade.
O século XVIII marca o fim da Idade Moderna e a guerra do antigo Regime.
A Inglaterra destaca-se em relação às outras nações, sendo ela a responsável pela primeira Revolução Industrial, em 176. Tal acontecimento provocou transformações técnicas, comerciais e agrícolas, acarretando também a passagem do trabalho artesanal para o trabalho assalariado, e o capitalismo industrial, ou capitalismo propriamente dito, passou a ser o sistema dominante.
Vamos nos deparar com uma radical transformação:de um lado, a classe que possui a força do trabalho operariado – e, de outro, a classe que detém os meios de produção e o capital – a burguesia.
Com o desenvolvimento da indústria, houve também um crescimento considerável da produção urbana.
E muitos problemas surgem: o desemprego, a concorrência entre os trabalhadores pela mão-de-obra vinda do campo, péssimas condições de moradia pela escassez e aumento de alugueis.
Enquanto a Inglaterra caracterizava-se pela evolução tecnológica, a França vivia uma outra realidade. Vários princípios do Antigo Regime, como os privilégios das ordens sociais, a intolerância religiosa, o absolutismo de direito divino e os monopólios, passaram a ser questionados pela burguesia, culminando com a revolução francesa em 1789.
Tal questionamento tem origem no movimento intelectual denominado iluminismo, que encontra suas raízes no século XVII, com as idéias de Descartes, Newton e Spinosa.
Há no século XVIII uma eclosão de novas concepções sobre a natureza do mundo, a estrutura social, as instituições políticas e econômicas, a liberdade, o progresso e o homem.
Voltaire (1694 – 1778), um dos filósofos mais relevantes desse período, foi o critico contundente das idéias do Antigo Regime. Era contra qualquer restrição à liberdade de expressão. Considerava a atitude da igreja – condenar e queimar homens – monstruosa e atacou ferozmente a tirania dos reis.
Rousseau (1712-1778) repudiou muita das idéias de Newton e de Locke, afirmava que adorar a razão como guia infalível da conduta e da verdade é agarrar-se a um caniço quebrado. Certamente, a razão tem a sua unidade, mas não vale como resposta completa. Nos problemas realmente vitais da existência, é mais seguro confiar nos sentimentos, seguir nossos instintos e emoção(Edward Mcnall Burns, Historia da civilização ocidental).
Exaltou a liberdade individual; condenou a propriedade privada, causa essencial da miséria da sociedade humana; pregou a igualdade das massas glorificou a vida do “bom selvagem”, cuja liberdade e inocência do homem primitivo constratava com o despotismo, a fraqueza e a corrupção da sociedade “civilizada”, e a volta à natureza( Idel Becker, pequena historia da civilização ocidental).
Essas idéias são perfeitamente favoráveis aos interesses da burguesia francesa, que cada vez mais aumentava seu poder econômico e sustentadora a nobreza e o clero.
Desejava participar e controlar a vida política.
A Revolução Francesa foi a tomada do poder pela burguesia, que se conscientizava, a cada dia, da importância do seu capital para o país.
O século XVIII vivenciou uma grande renovação de idéias, valores, costumes e, consequentemente, a literatura, que esta inserida em um contexto histórico-social, também passará por uma transformação.
Ao absorver as idéias iluministas, a sociedade da época pouco a pouco afastava-se das doutrinas religiosas e passa a exaltar os prazeres de uma vida cercada pelo conforto e privilégios de um sistema industrializado.
O escritor direciona sua produção a textos que exaltam a paz de viver uma existência simples.
Este passa a ser seu ideal e, adota o nome de pastores, contrastando com a vida agitada do centro urbano. Procura, literalmente, resgatar o geral, o universal, através da razão. As experiências existenciais do escritor são deixados de lado.
Parar a literatura do século XVIII, importa a vivencia intelectual do autor. Utiliza-se da mitologia, por ser uma forma de linguagem universal.
A poesia neoclássica, adota como ponto de referencia varias frases de origem latina, como: fugere urbem( fugir da cidade para o campo), exaltando o prazer de viver em contato com a natureza, carp diem(aproveitar o dia), postulando a necessidade de viver o presente; inutilia truncat( eliminar as coisas inúteis), em oposição aos exageros do Barroco.
Participação: 1 Comentários
Avaliação:
Se você quer comentar também Clique aqui