
Fóssil do tipo somatofósseis
É considerado fóssil qualquer vestígio deixado por seres vivos que existiram em tempos passados. Tais vestígios podem ser ossadas, arcada dentária ou dentes, pegadas impressas, fezes petrificadas e até mesmo o próprio ser vivo. Os fósseis podem ser somatofósseis quando forem vestígios de organismos do passado e icnofóssil quando forem vestígios de atividades realizadas por organismos do passado. A escala de tempo foi construída a partir de fósseis que mostraram as mudanças ocorridas na fauna e na flora do planeta ao longo do seu período de existência.
O processo de fossilização se inicia quando um ser vivo (animal ou planta) morre e é coberto rapidamente por qualquer tipo de areia, argila ou outros sedimentos que conseguem proteger e preservar o corpo ou seus vestígios. Os sedimentos que cobrem os restos de um ser vivo com o passar do tempo vão se compactando e endurecendo, iniciando o processo de petrificação, originando assim uma rocha sedimentar. Também pode ocorrer a fossilização quando os vestígios do organismo são cobertos por uma seiva líquida de uma árvore que posteriormente se torna em âmbar.
Através dos fósseis os estudiosos conseguem identificar a época em que se deu a formação rochosa, a movimentação dos continentes no período de fossilização, a alteração sofrida no clima e, principalmente, conseguem acompanhar o processo evolutivo de cada espécie e ainda as espécies que viveram antigamente e que por algum motivo foram extintas.
A partir do estudo dos fósseis pode-se também comprovar a teoria de que havia um só continente (Pangea) e que esse, com o passar do tempo, foi sofrendo alterações e então foi se dividindo, pois cada fóssil é encontrado no habitat em que cada espécie vivia e a descoberta de mesma espécie em continentes diferentes, que se fossem unidos se encaixariam, reforça tal teoria.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Arqueologia - Geografia - Brasil Escola
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