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Sêmen pode facilitar o contágio com o vírus HIV


O vírus HIV pode estar presente em uma proteína do sêmen

Pesquisadores descobriram que o sêmen contém uma proteína chamada SEVI que facilita a transmissão do HIV por meio de relações sexuais, o fato foi comprovado por alguns cientistas. Essa descoberta pode ser útil na busca de novos medicamentos que ajudam a reduzir a disseminação da AIDS, segundo o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

A pesquisa revela que o sêmen é o principal meio de contaminação do HIV através de relações sexuais, pois podem entrar em contanto direto com células do sistema imunológico fáceis de serem infectadas. Além dessas células, o vírus pode entrar em contato com outras, apesar de não terem a probabilidade de serem infectas podem transmitir o vírus às células suscetíveis ao contágio ou espalhá-lo através do sistema linfático. A pesquisa também confirma que o vírus no sêmen normalmente não atinge os níveis necessários para que haja contágio, porém a ação do SEVI no sêmen permite o contágio em concentrações de HIV, que sozinhas não poderiam favorecer uma infecção. A capacidade irá depender de outras proteínas da estrutura que já adquiriram a forma amilóide tornando-as suscetíveis a absorver novas propriedades biológicas e a se transformarem em patógenos, assim como ocorre nos casos de Alzheimer e da “vaca louca”. Não é notório se a forma amilóide da SEVI desempenha alguma função fisiológica ou causa alguma doença, no entanto, sabe-se que a estrutura favorece consideravelmente a infecção e disseminação do vírus HIV.

Os cientistas apontam como solução a neutralização do amilóide da SEVI, para que possa servir de base na criação de novos medicamentos que combata e previna a propagação da AIDS.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

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