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Nascimento do Brasil

As necessidades econômicas nos períodos compreendidos entre os séculos XV e XVI levaram vários países da Europa a promover as grandes viagens marítimas.
Com a intenção de descobrir uma nova rota marítima para as Índias, pois o caminho pelo mar Mediterrâneo havia sido fechado pelos turcos, Cristóvão Colombo parte em 1492. Em busca do Oriente pelo Ocidente, descobre a América.
O verdadeiro mérito, porém, cabe a Vasco da Gama que chega às Índias em 1498.

Em seu diário de viagem, conta ter percebido indícios de terra a oeste de sua rota. Assim, D.Manuel, o Venturoso, organizou uma poderosa armada, entregue ao comando de Pedro Álvares Cabral, que em 1500 chega ao Brasil.
Na verdade, para Portugal, era muito mais promissor investir no Oriente, porque poderia proporcionar maiores perspectivas comercias. Diante disso, o Brasil ficou relegado a uma posição secundária.
Diante do quadro histórico que anuncia a existência do Brasil em plena Idade Moderna, compeende-se a ausência de uma produção literária.

Na Europa a literatura vivia uma época de crescente valorização, retratando as profundas transformações no modo de pensar do homem, o Brasil encontrava-se sem um passado a retratar e com um presente nas mãos dos portugueses e de outros europeus.
Como primeiro documento sobre o Brasil, temos a Carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão que fez parte da esquadra de Cabral. Esse documento, durante muitos anos, esteve guardado na Torre do Tombo, em Portugal, e apenas em 1817 teve a sua primeira publicação.

D.Manoel recebe informações da terra descoberta, sua gente, seus costumes e sua
riqueza através de Caminha.
Outros textos são estudados como fontes de informação sobre o Brasil durante seus primeiros anos de colonização:
1) Diário de navegação, de Pero Lopes de Sousa (1530);
2) Tratado da terra do Brasil e História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil, de Pero de Magalhães Gandavo (1576).
O trabalho de catequese dos jesuítas, no Brasil, nos deixou documentos informativos demonstrando o caráter pedagógico e moral de suas produções. O nome mais significativo, é o do Pe. José de Anchieta . Além desse, merecem destaque os trabalhos do Pe. Manuel da Nóbrega e do Pe. Fernão Cardim.

José de Anchieta (1534-1597)

O padre José de Anchieta nasceu nas Canárias. Ingressou na Companhia de Jesus e, como noviço, aos dezenove anos, veio para o Brasil com o governo de Duarte da Costa, em 1553. Colaborou com Nóbrega na fundação do Colégio de Piratininga, a cuja volta formou-se a cidade de São Paulo. Dedicado à catequese e à educação, escreveu peças teatrais, poesias, cartas e estudos sobre a língua tupi. Compôs sua obra em português, espanhol, tupi e latim.
Suas obras:

- Poesias
- De Beata Virgine
- Auto representado na Festa de São Lourenço
- Na Vila de Vitória e na Visitação de Santa Isabel
- Cartas Jesuítas
- Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil

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