A moderna história do Irã começa em 1921, com o golpe militar liderado por Reza Khan (1878-1944) contra o governo da dinastia Kajar. Em 1925, Reza Khan foi proclamado xá da Pérsia e adotou o nome de Shah Reza Pahlevi. O primeiro governante da dinastia Pahlevi também alterou, em 1935, o nome do país, de Pérsia para Irã.
Contrapondo-se à tradicional influência russa e britânica sobre o país, Reza Pahlevi aproximou-se da Alemanha, a ponto de ser considerado simpatizante do nazismo. Em 1941, com o envolvimento da União Soviética no conflito mundial ao lado dos britânicos, a posição do governante iraniano tornou-se insustentável.
O país foi ocupado por forças britânicas e soviéticas e Reza Pahlevi abdicou o poder em nome de seu filho, Mohamed Reza Pahlevi (1919-1980), que se voltou para o Ocidente. Em 1951, o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh (1882-1967) nacionalizou o petróleo iraniano, contrariando interesses ingleses e norte-americanos e iniciando um confronto com o xá, que chegou a deixar o país. Afinal, em 1953, o governo dos Estados Unidos enviou para a região uma equipe da CIA [Central Intelligence Agency - Agência Central de Inteligência], que derrubou Mossadegh, abrindo as portas para a influência direta dos norte-americanos no país.
Em 1975, foi instituído o unipartidarismo no Irã, o que, somando às perseguições promovidas pelo governo, intensificou a oposição à monarquia. Os mulçumanos xiitas -- corrente que se opôs com freqüência aos governantes e aguarda a vinda do líder religioso, o Mahdi, destinado a regenerar o islamismo - que compunham 93% da população do Irã, condenavam a ocidentalização dos Pahlevi e começaram a protestar contra o governo.
Em 1977, os protestos se intensificaram e os manifestantes exigiram a volta do aiatolá Ruholá Khomeini (1902-1989), líder religioso xiita exilado do Irã desde 1963. Após inúmeros confrontos, Khomeini retornou ao país, enquanto o xá fugia para o exterior. O aiatolá assumiu o poder, mas isso não resultou numa consolidação de um governo democrático. Sob o controle dos aiatolás, o Irã tornou-se uma república islâmica que estimulou o fanatismo religioso, consagrou o terrorismo e pregou a guerra santa contra os opositores do regime, sobretudo os EUA, vistos como o "Grande Satã", a causa dos males do planeta.
Idade Contemporânea - História Geral
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