O relacionamento entre Igreja e Estado começa no fim do Império Romano. A igreja tinha a proteção do Império e do imperador, o privilégio de eleger o papa, o cesaropapismo. O domínio político sobre a Igreja continuou durante o Reino Franco, cujos imperadores, sob o pretexto de protegê-la, conseguiam benefícios para si próprios.
Extinta a Dinastia Carolíngia, os duques de Francônia, Saxônia, Suábia e Baviera fundaram o Reino Germânico, monarquia em que o rei era um dos duques, eleito pelos outros três.
Em 936, começou o reinado de Oton I. Sua vitória sobre os húngaros em 955 trouxe-lhe enorme prestígio, e o papa João XII, a quem ele protegia, deu-lhe a sagração imperial em 962. Nascia assim o Sacro Império Romano-Germânico, que duraria quase um milênio, até 1806.
Oto I passou a intervir na Igreja, para controlar os grão-duques. Fundou bispados e abadias, e seus titulares recebiam dele tanto o poder religioso (anel e cruz) quanto o político (báculo, o instrumento que lembra o cajado de São Pedro e simboliza o poder temporal do bispo sobre os fiéis). Esses senhores religiosos eram o sustentáculo do Império, pois forneciam a maior parte dos guerreiros e dos impostos. O poder imperial, na prática, tornou-se hereditário.
As conseqüências da intervenção política na Igreja não demoraram. Abades e bispos alemães levavam vida mundana e influenciaram os monges e padres. O desregramento levou o nome de nicolaísmo. Outra conseqüência foi a simonia, comércio de bens da Igreja.
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Idade Média - História Geral - Brasil Escola
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