
Contista brasileiro nascido em São Paulo, SP, cuja temática e estilo sobre o mundo do imigrante italiano e seus esforços de integração a São Paulo, o tornaram um modernista de primeira hora. Formado em direito, começou ainda estudante a trabalhar como jornalista. Após uma temporada na Europa, impregnou-se das idéias de vanguarda e assumiu ostensiva posição de combate pela renovação literária, ao lado de Oswald de Andrade, como redator da Revista de Antropofagia.
Seu estilo espontâneo e forte, tornou-se original por transmitir nova linguagem, que trouxe para a literatura brasileira as expressões mais típicas e o modo de falar ítalo-paulistano. Publicou Pathé-baby (1926), suas impressões de viagem, e em seguida os dois livros de contos pelos quais se tornaria lembrado como expoente do gênero: Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) e Laranja da China (1928). Morreu relativamente jovem, no Rio de Janeiro, RJ, sem conhecer o auge de seu sucesso e sua valorização por gerações posteriores.
Em edições póstumas saíram Mana Maria (1936) e Cavaquinho e saxofone: solos (1940), como coletânea de seus artigos e ensaios antropofágicos (1926-1935). Os 11 contos que compõem sua obra nasceram da experiência do autor como jornalista e, como tal, apresentam o sabor da notícia. Como cenário tem três bairros paulistanos, nítida ambientação ítalo-brasileira. Assim sua obra também representou uma excelente investigação da influência daqueles imigrantes sobre os paulistanos, revelando no autor o artista consciente de que o literato é também um historiador, ao observar a realidade urbana que o cerca.
Figura copiada do site da EDITORA NÚCLEO:
http://www.editoranucleo.com.br/
Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
Ordem A - Biografia - Brasil Escola
URL: http://www.brasilescola.com/biografia/alcantara-machado.htm