País de língua neolatina, com importantes minorias húngaras e ciganas, a Romênia ingressou na área de influência soviética mediante a eleição de políticos comunistas em 1947. Na década de 1960, adotou uma política externa independente em relação à URSS, principalmente após a subida ao poder do líder Nicolau Ceausescu (1918-1989). Este se recusou, em 1968, a apoiar a invasão a Tchecoslováquia pelo bloco soviético. Mas seu governo não passou de uma ditadura cruel, garantida pela violência da Securitate, a polícia política, e pelo massacre das oposições e minorias étnicas.
Em meados dos anos 80, cansados de repressão e duramente afetados por uma crise econômica, os romenos multiplicaram as manifestações contra o regime. Em dezembro de 1989, o governo mandou abrir fogo contra uma passeata, ferindo e matando centenas de pessoas. No final do mês, o dirigente romeno teve a ousadia de convocar uma manifestação a favor do governo na capital: o ato popular acabou se transformando em insurreição. Ceausescu e sua mulher, Elena, foram executados. No ínicio de 1990, lliescu tornou-se presidente, eleito pelo voto popular.
Participação: Nenhum Comentário
Avaliação:
Se você quer comentar também Clique aqui