Ao estudarmos a composição da sociedade feudal e as relações de trabalho predominantes na Idade Média, vimos que os privilégios da classe dominante (composta pelo clero e pela nobreza) eram sustentados com base na exploração sobre a massa de camponeses que compunha a mão-de-obra servil.
Por esta razão, eclodiu, nesse conturbado contexto de crise econômica do século XIV, uma série de movimentos populares de sublevação à ordem social e de luta contra a miséria das classes dominadas.
Dentre os movimentos de maior repercussão, devemos destacar a sublevação camponesa de Wat Tyler (Inglaterra - 1381). A grande rebelião teve sua origem a partir de um pequeno protesto contra a cobrança de impostos, mas logo se converteu em uma grande campanha contra os senhores feudais.
A cobrança de impostos junto aos camponeses, na Inglaterra desse período, tornou-se realmente insustentável. Com a grande epidemia da Peste Negra, o lucro dos aristocratas diminuiu. Por essa razão, começaram a exigir mais dos camponeses sobreviventes, inclusive aumentando o pagamento de impostos.
Milhares de camponeses se rebelaram, invadindo os castelos, roubando bens e queimando documentos nos quais estavam registrados seus encargos. Entretanto, o movimento camponês de Wat Tyler não teve destino muito diferente do das outras manifestações populares ocorridas nesse período. Ou seja, seus adeptos sofreram violenta repressão, e seus líderes foram executados pelos poderosos exércitos organizados pelos senhores feudais.
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