
Entrada do general japonês Iwane Matsui em Nanquim.
No final do século XIX, o Japão passou a adotar uma política expansionista. Desde 1885, quando dividiu o controle da península coreana com a China, não parava de tentar anexar territórios do decadente império chinês. Dessa forma, um conflito relativamente pequeno entre soldados japoneses e chineses ocorrido no verão de 1937 serviu como base para o início de uma guerra entre os dois países.
Tendo que realizar uma invasão rápida, os japoneses elaboraram a estratégia de atacar a importante cidade de Xangai, primeiramente, e depois marchar até a cidade-capital de Nanquim. O exército imperial japonês era muito superior ao chinês; além disso, os chineses passaram a recrutar civis para entrar na guerra, muitos deles sem experiência militar nenhuma. O resultado disso foi a tomada de Nanquim em 13 de dezembro de 1937.
Massacre de Nanquim é o nome dado aos inúmeros crimes de guerra praticados pelo exército japonês. A maior parte dos prisioneiros de guerra, militares e civis, foi fuzilada nas ruas pelos soldados japoneses. As mulheres viravam escravas sexuais dos mesmos; até mesmo as crianças chinesas não foram poupadas da morte. Aqueles que tentavam fugir da carnificina eram mortos de uma forma mais brutal ainda: torturados, enforcados ou decapitados.
As atrocidades chegaram ao ponto de se tornarem uma forma de divertimento para os soldados, que disputavam a rapidez e eficiência na decapitação dos prisioneiros. Sem contar que uma unidade especial do exército japonês que realizava experiências científicas, conhecida como Unidade 731, passou a realizar vivisseções, normalmente feitas com animais, com os escravos de guerra.
Sem dúvida, o Massacre de Nanquim foi uma das maiores atrocidades da história contemporânea. Até hoje, o governo do Japão proíbe o ensino dessa parte de sua história nas escolas japonesas. Estima-se que o massacre provocou a morte de 300 mil pessoas, o que seria superior ao número de vítimas do bombardeio nuclear das cidades nipônicas de Hiroshima e Nagasaki.
Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola
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