1. OS GRUPOS BÁRBAROS:
* Tártaro-mongóis: hunos, turcos, búlgaros, húngaros(magiares).
* Eslavos: russos, poloneses, tchecos, sérvios.
* Germanos: visigodos, ostrogodos, hérulos, anglos, saxões, lombardos, vândalos, francos.
2. BÁRBAROS:
- para os romanos, bárbaros eram todos aqueles que não tinham a cultura romana, que estavam fora das fronteiras do Império.
3. ORGANIZACÃO SOCIAL DOS POVOS BÁRBARO-GERMANOS:
- economia amonetária e natural.
- caça, pesca saques, pastoreio, agricultura rudimentar.
- propriedade coletiva da terra.
- divididos em tribos.
- ágrafa.
- direito consuetudinário (baseado nos costumes e na oralidade).
- religião politeísta.
- o contato com o império romano fez aparecer à propriedade privada da terra e a desigualdade social.
4. AS INVASÕES BÁRBARAS:
* Tipos:
- como colonos.
- recrutados para integrar o exército romano.
- invasões (séc. IV e V): confrontos armados e guerras trouxeram destruição e morte, contudo, contribuíram para o surgimento da sociedade européia ocidental.
+ migrações (séc. III e IV)
+ os hunos pressionaram os germanos a penetrar no Império Romano.
+ fragmentação do Império Romano do Ocidente.
5. OS REINOS ROMANO-GERMÂNICOS:
- Frágeis e efêmeros.
• Reino dos Suevos.
• Reino dos Visigodos.
• Reino dos Borgúndios.
• Reino dos Ostrogodos.
• Reino dos Vândalos.
• Reino dos Francos.
O REINO FRANCO
1. LOCALIZAÇÃO:
- Gália.
2. UNIFICAÇÃO POLÍTICA:
* Clóvis:
- Converteu-se ao cristianismo, estabeleceu uma aliança com a Igreja e obteve o apoio dos católicos galos-romanos.
- Promoveu a unificação política das tribos francas, fortaleceu a autoridade do rei e estimulou a integração de francos e romanos.
- Iniciou a Dinastia Merovíngia.
- feudalização da Europa.
- ruralização da economia.
- fortalecimento do poder dos proprietários de terras.
- distribuição de terras como recompensa de serviços prestados.
- perda de autoridade da dinastia merovíngia.
* Reis Indolentes:
- não se interessavam em comandar a administração do reino.
- o poder efetivo passou a ser exercido pelo majordomus (alto funcionário da corte: prefeito do palácio, mordomo do paço ou primeiro-ministro).
+ Pepino de Heristal: poder efetivo.
+ Carlos Martel: deteve o avanço muçulmano na Europa (Batalha de Poitiers).
+ Pepino, o Breve: obteve uma aliança com a Igreja e afastou o último rei merovíngio (Childerico III), tornando-se rei dos francos e iniciando a dinastia carolíngia. Apoiou o papado na luta contra os lombardos e doou a Igreja territórios no centro da Itália, chamados de Patrimônio de São Pedro (Estados Pontifícios) reforçou o poder temporal da Igreja.
• Carlos Magno (centralização política):
- expandiu as fronteiras do reino franco.
- concessão de benefícios (terras) em troca de fidelidade processo de feudalização.
- apoio da Igreja, expansão do cristianismo e coroação como imperador (Império Carolíngio).
- divisão do império em condados, ducados e marcas.
- missi dominici: inspetores reais.
- Capitulares: leis imperiais primeiras leis escritas da Idade Média.
- Renascimento Carolíngio: desenvolvimento cultural (letras e artes): sábios, escolas (Escola Palatina), preservação da cultura greco-romana.
* Luís, o Piedoso.
- disputas (batalhas) entre os filhos por causa da sucessão.
+ Tratado de Verdun (843):
- divisão do império carolíngio: Luís, o Germânico (parte oriental ou Germânia), Carlos, o Calvo (parte ocidental ou França) e Lotário (parte central ou da Itália até o mar do Norte = Lotaríngia).
- rompimento da unidade imperial e fragmentação territorial.
- enfraquecimento do poder real.
- fortalecimento da autonomia dos condes, duques e marqueses processo de feudalização.
- na parte oriental, em 936, Oto I tomou o trono e, com o apoio da Igreja, em 962 foi coroado imperador do Sacro Império Romano Germânico.
- na parte ocidental, em 987, Hugo Capeto, assumiu o poder e iniciou a dinastia capetíngia.
- a Lotaríngia foi conquistada por Oto I.
3. RURALIZAÇÃO DA ECONOMIA: Processo de Feudalização.
• Fatores:
- Crise do escravismo no Império Romano: Colonato.
- As invasões germânicas.
- as concessões de benefícios aos nobres em troca de fidelidade.
- o Tratado de Verdun.
- as invasões dos árabes.
- as invasões dos vikings, árabes e húngaros (magiares) nos séculos IX e X.
A IGREJA MEDIEVAL
1. ORIGEM DO CRISTIANISMO:
- surgiu na Palestina.
- originou-se do Judaísmo.
- na época do Alto Império Romano.
- difusão pelos territórios do Império Romano.
- no início os cristãos foram perseguidos.
- no século IV d.C, foi legalizado e oficializado.
2. TEOCENTRISMO CRISTÃO:
* Igreja
- maior instituição medieval (feudal).
- hegemonia ideológica e cultural.
- impôs valores teológicos: cultura teocêntrica.
- preservou a herança (patrimônio) cultural greco-romana.
- controle da educação.
- justificava a ordem feudal.
- pregava a tripartição funcional e clerical da sociedade medieval: clero (rezar), nobreza (combater) e servos (trabalhar).
- organização hierárquica.
- converteu os bárbaros e os integrou aos romanos.
- nos reinos romano-germânicos vai exercer várias funções (políticas, administrativas),
(culturais espirituais).
- ética econômica: combatia o comércio, o lucro e a usura.
4. CLERO:
• Secular: papa bispos, padres contato com o mundo, a vida, as pessoas.
• Regular: abades e monges surgiu em reação ao desregramento do clero secular.
5. MOVIMENTO MONÁSTICO:
* Ordem Beneditina São Bento
- “Regra”: castidade, caridade, pobreza, oração e trabalho.
- Conversão dos camponeses.
- Preservação da cultura grego-romana: monges copistas.
- Aprimoramento das atividades agrícolas e artesanais.
6. TRIBUNAIS DA INQUISICÃO:
- para combater as heresias (idéias ou ações contrárias aos dogmas da Igreja).
- Descobrir e julgar os heréticos.
- Punições: confisco de bens, excomunhão, torturas ou morte nas fogueiras.
- Combater os movimentos contrários à ordem social dominante.
7. CISMA DO ORIENTE (1054):
- oposição entre o papa de Roma e os patriarcas do Oriente (Constantinopla).
- Resistência oriental a estrutura pontifícia: antagonismo.
- Criação da Igreja Ortodoxa no Oriente.
- Igreja Católica Apostólica Romana no Ocidente.
8. A QUERELA DAS INVESTIDURAS (1085-1122):
• conflito entre o poder temporal (imperador – Henrique IV) e o poder espiritual (papa – Gregório VII).
• Motivos: o cesaropapismo (supremacia do imperador sobre a Igreja), o nicolaísmo (desregramento do clero), a simonia (comércio dos bens da Igreja), o celibato e proibição das investiduras leigas.
• Gregório VII: movimento reformista Ordem de Cluny.
• Henrique IV: Sacro Império Romano-Germânico.
• O imperador depôs o papa.
• O papa excomunga o imperador.
• Concordata de Worms (1122): solucionou o conflito limitando o poder do imperador e afirmando a supremacia do papado poder espiritual saiu vitorioso sobre o secular.
O FEUDALISMO
1. CONCEITO:
- Modo de Produção que vigorou na Europa Ocidental durante a Idade Média e que se caracteriza pelas relações servis de produção.
2. ORIGENS:
• Romanas:
- Clientela: relação de dependência pessoal entre indivíduos.
- Colonato: fixação do colono a terra.
- Precarium: entrega de terras a um grande senhor em troca de proteção.
- Vilas: unidades econômicas (grandes propriedades agrárias).
• Germânicas:
- Economia agropastoril.
- Comitatus: relações de fidelidade entre o chefe e seus guerreiros.
- Beneficium: concessões de terras em troca de fidelidade.
- descentralização política.
3. ECONOMIA:
- agrária e rural.
- auto-suficiente.
- feudo: unidade de produção propriedade feudal ou senhorial.
- pouco uso de moeda.
- comércio reduzido localizado.
- baixo nível técnico.
- sistema trienal de rotação de culturas: preservação do solo.
4. SOCIEDADE:
• estamental, hierarquizada, estratificada e clerical.
* Clero: membros da Igreja rezar controlador da ideologia medieval.
* Nobreza: posse territorial combater cavalaria (honra, desprendimento e destreza, lealdade e heroísmo) controlava o poder feudal.
* Servos: camponeses presos (vinculados, ligados) a terra, explorados, obrigados a prestar serviços (trabalhar) e pagar impostos em troca do uso da terra e de proteção militar # vilões.
5. POLÍTICA:
* Descentralização política: fragmentação do poder em função do parcelamento das terras.
- particularismos feudais: senhores feudais poder.
- o rei exercia pouca influência.
- guerras contínuas: invasões e disputas pelo poder.
- direito de governar era um privilegio de todo possuidor de feudo, implicando este privilégio obrigações muito definidas, cuja violação podia acarretar a perda do feudo.
- direito consuetudinário.
Monarquias Feudais: poder particularizado, laços de dependência pessoal, caráter simbólico do poder real e fragmentação político-territorial.
6. A DIVISÃO DO FEUDO: Mansos ou reservas.
• Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal.
• Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências.
• Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas).
7. OBRIGAÇÕES SERVIS: relações servis.
- relações de exploração e dependência senhores e servos.
• corvéia: dias de trabalho semanal gratuito dos servos no manso senhorial a produção era do senhor feudal.
• talha: divisão da produção servil no manso servil.
• banalidades: taxas pagas pelos servos pela utilização das instalações do feudo (celeiro, moinho, forno).
• capitação: imposto pago por cada servo individualmente.
• tostão de Pedro: imposto pago para manter a capela.
• mão-morta: imposto pago para transferir o lote de um servo falecido para seus herdeiros.
• formariage: taxa paga para se casar.
• albergagem: alojamento e produtos para os senhores em viagem.
8. RELAÇÕES FEUDO-VASSÁLICAS: relações vassálicas.
- relações de dependência pessoal e de obrigações recíprocas.
- suserania e vassalagem: nobre e nobre.
- suserano: doava a terra (beneficium) proteção.
- vassalo: recebe a terra fidelidade, auxílio nas guerras, pagamento de resgate.
- homenagem (cerimônia): juramento de fidelidade.
- ajuda (auxilium) e consulta (consilium) mútuas.
9. A IGREJA:
• Teocentrismo Cristão.
- maior instituição medieval.
- poder e riqueza.
- organização hierárquica.
- herança cultural greco-romana.
- hegemonia ideológica.
- cultura teocêntrica.
- justificava a ordem feudal.
BAIXA IDADE MÉDIA
1. CARACTERÍSTICAS:
• transformações na sociedade feudal: início da crise do feudalismo.
+ início da superação das estruturas feudais.
+ progressiva estruturação de um novo modo de produção, o capitalismo.
+ surgimento de uma economia comercial: dinamismo comercial.
+ surgimento de um novo grupo social, a burguesia.
+ centralização do poder real.
+ declínio do modo de produção servil.
+ desenvolvimento do trabalho livre (relações assalariadas).
+ economia monetária.
+ estruturação das monarquias nacionais feudais.
+ produção de excedentes para serem comercializados.
+ iniciaram-se as mudanças na Europa Ocidental que, a seguir, desencadearam o processo de montagem do sistema capitalista.
+ a articulação entre as três “esferas” de poder (universal, da Igreja; local, dos senhores feudais; e, nacional, dos reis) é um dos traços políticos distintivos da Baixa Idade Média. Em seu período final, esta articulação se dará em prejuízo dos poderes locais e do poder universal do papa e em benefício do poder do Estado-Nação (rei).
2. CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO:
• Motivos: o fim das invasões e a diminuição das epidemias.
• produção limitada: tributação e técnicas rudimentares não atendia ao consumo.
• marginalização social: expulsão do excedente populacional do feudo.
- ocupação das aldeias e cidades.
- saques.
- batalhas feudais: belicosidade.
- Paz de Deus: proteção aos lavradores, viajantes e mulheres.
- Trégua de Deus: limitava os dias de combate no ano e proibia os combates de sexta à segunda-feira e em dias de festa.
• aperfeiçoamento das técnicas agrícolas: arado de ferro, atrelamento peitoral, ferraduras, moinho hidráulico, charrua.
• expansão dos limites do espaço agrícola: pastos e bosques expansão agrícola.
• expansão territorial: expansão germânica para o leste, Guerra de Reconquista e Cruzadas
Participação: 1 Comentários
Avaliação:
Se você quer comentar também Clique aqui