A ruralização da economia medieval levou a Igreja ao campo. Bispos e abades se transformaram em senhores feudais. A Igreja também tinha o monopólio da cultura, pois saber ler e escrever eram privilégio de bispos, padres, abades, monges. Os membros do clero passaram a participar da administração pública, e a Igreja ocupou lugar de grande importância na sociedade.
O Poder papal e Gregório I
Em 325, o Concílio de Nicéia impôs a igualdade entre os patriarcas de Jerusalém, Alexandria, Antioquia e Roma. Mas o bispo de Roma já tinha autoridade especial, vinda de São Pedro. Teodósio, imperador que oficializou o cristianismo, foi quem empregou a palavra papa. Decretos imperiais legalizaram o poder papal. Entre 440 e 461, governou Leão I, fundador da primazia de Roma. O Egito de Valentiniano III confirmou a primazia do bispo de Roma no Ocidente.
A figura mais importante do papado no início da Idade Média foi Gregório I, ou Magno (590-604). Primeiro papa monge, intitulava-se Servidor dos Servidores de Deus. Aproveitou-se da falência imperial na Itália para assumir o poder temporal. Desligou-se da influência bizantina e aproximou-se dos germânicos. Visigodos, suábios e lombardos se converteram. Agostinho foi à Inglaterra e converteu os anglo-saxões.
Os escritos de Gregório Magno instruíram o clero e fortaleceram a religiosidade dos fiéis. Sua Regra Pastoral serviu de manual para os padres em toda a Idade Média. Compôs hinos e introduziu o cantochão (gregoriano), calmo e grave, que transformou a música sacra.
Os sucessores de Gregório continuaram seu trabalho. São Bonifácio converteu até os pagãos mais renitentes da Germânia. Na metade do século VIII, o Ocidente e a Germânia professavam a fé cristã, e toda a Igreja estava submetida à Santa fé.
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