Os dois processos históricos mais importantes desse período foram a formação das cidades-Estado e a expansão colonial grega.
A formação da pólis
Com o aumento dos problemas resultantes da falta de alimentos e de terras férteis, cresceram também os conflitos entre os diversos génos. Procurando se proteger, os génos começaram a se unir, dando origem às fratrias. Como as guerras continuaram, as fratrias se agruparam, dando origem às tribos.
As tribos procuravam um ponto alto onde erguiam uma fortaleza com muralhas, que recebia o nome de acrópole. Com o tempo, além de centro militar, a acrópole foi se tornando também um centro religioso, um local de trocas de produtos e onde se realizavam reuniões públicas. Nascia a cidade-Estado grega, ou pólis, como era chamada por seus habitantes. Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Argos, Olímpia, Megara e Mileto foram as principais.
Cada Cidade-estado possuía o seu governo, sua própria moeda, suas leis e seus costumes, ou seja, eram independentes. Apesar disso, estavam ligadas entre si por três elementos culturais: a língua, as crenças nos mesmos deuses e os jogos olímpicos, para os quais, praticamente, todas as cidades enviavam atletas.
A expansão colonial grega
A concentração de terras nas mãos de poucos, a marginalização social, a procura por novos mercados, a falta de alimentos e de terras férteis levaram milhares de gregos a deixarem suas cidades, durante os séculos VII e VI a.C., para fundar colônias na costa dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro.
As principais colônias fundadas pelos gregos, nesse período, foram Bizâncio, Tarento, Sibaris, Crotona, Nápoles, Cuma, Siracusa, Agrigento, Nice, Marselha e Málaga.
As colônias gregas eram politicamente independentes das metrópoles, isto é, das cidades-Estado de origem. Apesar disso, estavam ligadas a elas por laços religiosos e, sobretudo, comerciais.
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