Em abril de 1931, a República foi proclamada na Espanha. Seguiu-se um período conturbado e, em 1936, a esquerda assumiu o poder, por intermédio do grupo denominada Frente Popular. Esta vitória provocou uma série de conflitos, atemorizando a sociedade de maneira geal.
Os militares tentaram articular um golpe de Estado sem atingirem êxito. No Marrocos espanhol, os insurretos conseguiram novos adeptos, mas foram controlados. A marinha espanhola, a região da Catalunha e as povíncias bascas (em reconhecimento pela auonomia conquistada com a República) permaneceram fiéis ao governo de Madri, sem condições, entretanto, de manter a defesa e a segurança do país.
Por essa razão, o povo armou-se em milícia improvisadas, desencadeando-se a Guerra Civil que se prolongou por três anos. Formaram-se duas frentes de luta: as milícias de trabalhadores que apoiavam a República e o governo eleito; os grupos conservadores, monarquistas e militares golpistas. A guerra ganhou feições internacionais, pois os republicanos receberam apoio das brigadas internacionais (voluntários de todo o mundo), especialmente da URSS; já os golpistas foram auxiliados pelos fascistas e nazistas.
A Guerra Civil Espanhola só se concluiu em 1939, com a derrota da Frente Popular e a vitória do General Franco. Assumindo o poder, o governo espanhol adquiriu contornos autoritários, revelando semelhanças ao fascismo.
Em 1937, foi criado o Partido Único, a Falange, que reunia forças que haviam apoiado o golpe militar e atuação de Franco durante a guerra. As idéias corporativistas do regime foram fixadas pelo Fuero del Trabajo, em que se enaltecia a família, o sindicato, o município. O franquismo contou, também, com o apoio da Igreja.
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