- Home

- História do Brasil

- Brasil República

- Revolução Constitucionalista

- Carnaval no Brasil
- Carnaval do Mundo
- Escola de Samba
- História do Carnaval
- História do Carnaval no Brasil
Disciplinas
- Artes
- Biografias
- Biologia
- Espanhol
- Educação Física
- Filosofia
- Física
- Geografia
- Geografia do Brasil
- Gramática
- História
- História da América
- História do Brasil
- História Geral
- Inglês
- Italiano
- Literatura
- Matemática
- Português
- Química
- Redação
- Sociologia
- Bolsa de Estudo
- Cotas
- Guia de Profissões
- Intercâmbio
- Notícias Vestibular
- ProUni
- Resumos de Livros
- Simulado
- Universidades
Revolução Constitucionalista

Um grupo de paulistas participante da Revolução Constitucionalista de 1932.
Em linhas gerais, a Revolução Constitucionalista de 1932 é compreendida como uma reação imediata aos novos rumos tomados pelo cenário político nacional sob o comando de Vargas. Os novos representantes estabelecidos no poder, alegando dar fim à hegemonia das oligarquias, decidiram extinguir o Congresso Nacional e os deputados das assembléias estaduais. No lugar das antigas personalidades políticas, delegados e interventores foram nomeados com o aval do presidente da República.
A visível perda de espaço político, sofrida pelos paulistas, impulsionou a organização de novos meios de se recolocar nesse cenário político controlado pelo governo de Vargas. O clima de hostilidades entre os paulistas e o governo Vargas aumentou com a nomeação do tenente João Alberto Lins de Barros, ex-participante da Coluna Prestes, como novo governador de São Paulo. O desagrado dessa medida atingiu até mesmo os integrantes do Partido Democrático de São Paulo, que apoiaram a ascensão do regime varguista.
Além disso, podemos levantar outras questões que marcaram a formação deste movimento. No ano de 1931, a queda do preço do café, em conseqüência da crise de 29, forçou o governo Vargas a comprar as sacas de café produzidas. Essa política de valorização do café também ordenou a proibição da abertura de novas áreas de plantio, o que motivou o deslocamento das populações camponesas para os centros urbanos de São Paulo.
Os problemas sociais causados pelo inchaço urbano agravaram um cenário já marcado pela crise econômica e as mudanças políticas. Talvez por isso, podemos levantar uma razão pela qual a revolução constitucionalista conseguiu mobilizar boa parte da população paulista. Mais do que atender os interesses das velhas oligarquias, os participantes deste movimento defendiam o estabelecimento de uma democracia plena, onde o respeito às leis pudessem intermediar um jogo político já tão desgastado pelo desmando e os golpes políticos.
Antes de pegar em armas, representantes políticos de São Paulo pressionaram para que o governo Vargas convocasse uma Constituinte e a ampliação da autonomia política dos Estados. Em resposta, depois de outros nomes, indicou o civil e paulista Pedro de Toledo como novo governador paulista. Logo em seguida, Getúlio Vargas formulou um novo Código Eleitoral que previa a organização de eleições para o ano seguinte. No entanto, um incidente entre estudantes e tenentistas acabou favorecendo a luta armada.
Em maio de 1932, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável ao regime varguista. Durante o conflito – que já havia tomado as ruas da cidade de São Paulo – os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram assassinados por um grupo de tenentistas. As iniciais dos envolvidos no fato trágico inspiraram a elaboração do M.M.D.C., que defendia a luta armada contra Getúlio Vargas.
No dia 9 de julho de 1932, o conflito armado tomou seus primeiros passos sob a liderança dos generais Euclides de Figueiredo, Isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger. O plano dos revolucionários era empreender um rápido ataque à sede do governo federal, forçando Getúlio Vargas a deixar o cargo ou negociar com os revoltosos. No entanto, a ampla participação militar não foi suficiente para fazer ampla oposição contra o governo central.
O esperado apoio aos insurgentes paulistas não foi obtido. O bloqueio naval da Marinha ao Porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a Revolução Constitucionalista. Já no mês de setembro daquele ano, as forças do governo federal tinham tomado diversas cidades de São Paulo. A superioridade das tropas governamentais forçou a rendição dos revolucionários no mês de outubro.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
O que você achou deste texto?
-
Esta muito resumido e pouco esclarecedor . Gostaria que fizessem com mais informações.obrigada
-
GOSTEI MUITO DO TEXTO ME EJUDOU DEMAIS
-
o texto foi bem esclarecente e mostra quando Getulio Vargas foi governador
-
A Revolução de 32 mereceria um texto mais extenso. Há que se lembrar, que as armas paulistas haviam sido retiradas de São Paulo por Getúlio, que já previa uma reação. Os paulistas esperavam contar com armas e contingente de outros estados aliados, que no último momento se viraram pró Getúlio. Então, nem todos os paulistas tinham armas, muitos só dispunham de matracas, dispositivo que gerava ruído de metralhadora, só o ruído. Imagino que fosse um brinquedo popular na época. Eram 50 aviões, contra 4, tinham 200.000 soldados, contra 20.000 civis na maioria, vários navios contra poucos barquinhos... Temos que lembrar, que Santos Dumont se suicida nessa época, ao ver sua invenção atacar Cubatão e Campinas. Vários políticos paulistas, foram levados ao exílio criando um hiato de lideranças. Penso que teriamos hoje um Brasil melhor, mas, não houvesse a luta, estariamos em uma pindaiba ainda maior. A semente da constituinte estava plantada. Me orgulho.
TOP 5
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98)






