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Jânio Quadros

História do Brasil

Nascido em 25 de janeiro de 1917 na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Jânio da Silva Quadros foi um dos políticos de carreira mais interessante que apareceu em nossa história. Depois de passar uma parte da juventude na cidade de Curitiba, se mudou para São Paulo, lugar onde conquistou o diploma de bacharel em Direito e trilhou seus primeiros passos na política.

Atuando como discente no Colégio Dante Alighieri, foi incentivado pelo apoio de alunos e pais para que concorresse a uma vaga como vereador. Em 1947, conseguiu um lugar no legislativo da cidade para logo em seguida conquistar o cargo de deputado estadual no início da década de 1950. Seu discurso enérgico e carismático arrebatou uma leva de eleitores que acreditavam que a vassoura, símbolo de suas campanhas, iria varrer a corrupção do país.

Trilhando mais um passo meteórico, se elegeu prefeito da cidade de São Paulo em 1953 e governador do Estado no ano seguinte. Mediante o triunfo notado nas boas votações e as manifestações de apoio popular, Jânio Quadros não hesitou em aproveitar o bom momento para se lançar ao posto de presidente. Filiado então à União Democrática Nacional, partido de tendência fortemente conservadora, o candidato realizava comícios onde comia pão com mortadela e fingia desmaios. Eram os tempos do populismo!

Vencendo o pleito com um recorde de votação histórico, Jânio Quadros parecia ter tudo o que era preciso para crivar o seu nome como um político de grande marca e projeção. Contudo, em plena Guerra Fria, resolveu tomar ações de natureza autonomista que desagradaram os conservadores e chamaram a atenção do bloco capitalista. Internamente, tomou medidas econômicas de pouco impacto e se preocupou em decretar leis que mais promoviam sua imagem do que atendiam as grandes demandas da época.

Em pouco tempo de governo acabou chamando a atenção por tais ações questionáveis. O auge de seu jeito controverso ocorreu quando o presidente conclamou o líder revolucionário cubano Ernesto Che Guevara para receber uma homenagem oficial do governo brasileiro. Nesse mesmo tempo, enviou o vice-presidente João Goulart à China Comunista para reforçar laços de cooperação política e econômica. Tais ações acabaram causando grande polêmica, tendo em vista que Jânio Quadros se declarava anticomunista.

No meio tempo em que a polêmica se desenvolvia, em 25 de agosto de 1961 Jânio Quadros resolveu renunciar ao cargo de presidente da República dizendo que terríveis forças o impeliram a tomar essa atitude. Para alguns estudiosos, essa ação seria um modo de conclamar a opinião pública para o retorno do presidente com maiores poderes de mando. No entanto, a renúncia foi assumida de modo passivo. Por fim, seu vice, João Goulart, temido por diversos conservadores, foi o responsável por assumir o posto presidencial.

No ano de 1962, ele tentou retornar à vida política como candidato ao governo do Estado de São Paulo. Acabou sendo derrotado e, em 1964, perdeu seus direitos políticos com a imposição da ditadura militar no Brasil. O seu retorno à vida pública aconteceu nos fins da década de 1970, quando o governo militar começou a oferecer os seus primeiros sinais de distensão. Em 1982, perdeu outra disputa ao governo de São Paulo. Contudo, três anos depois, venceu a eleição para prefeito da cidade de São Paulo ao derrotar o futuro presidente Fernando Henrique Cardoso.

Depois que cumpriu esse mandado, Jânio anunciou a sua aposentadoria. Chegou a ser cogitado como candidato a presidente da República nas eleições de 1989, mas seu debilitado estado de saúde impediu que realizasse tal feito. No dia 16 de fevereiro de 1992, Jânio Quadros faleceu após ser acometido por três derrames cerebrais que comprometeram sua condição física.

 

Por Rainer Sousa
Mestre em História

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  • Paulasegunda-feira | 06/10/2014 16:15Hs
    muito bom,ajudou bastante com meu trabalho de história,obrigado!
  • sasabisdomingo | 03/11/2013 14:41Hs
    texto bom coeso, com fatos historicos verdadeiros gostei.
  • pedro alvessexta-feira | 06/09/2013 12:47Hs
    gostei muito do conteúdo deste texto.
  • Sergio Ferreira Penteadoquinta-feira | 24/11/2011 17:14Hs
    Concordo com tudo que este texto narra pque tambem o conheci pessoalmente e vivi alguns anos acompanhando a sua tragetoria tanto politica como pessoal pque meu falecido pai e mamãe eram muito amigos de janio e dna eloar .No qual tinha a liberdade de chama-la tia.
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