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O regime republicano no Brasil

A República foi criada no Brasil pelo viés de um projeto visivelmente conservador.
No final da década de 1880, vários setores políticos brasileiros se mobilizavam em favor da extinção da monarquia e a consolidação da República no Brasil. A essa altura, a desarticulação da ordem escravocrata determinava a queda de um dos mais significativos sustentáculos da monarquia. Além disso, o surgimento de novos atores políticos, ávidos em ampliar a sua participação, também expunha a fragilidade que acometia o governo imperial.
Nessa época, os mais expressivos partidários do republicanismo se dividiam em três alas diferentes: militares positivistas, evolucionistas e revolucionários. Os militares positivistas acreditavam que a República seria um passo modernizante à vida política do país na medida em que o novo governo fosse conduzido por uma estrutura de poder centralizada nas mãos dos militares.
Em contrapartida, os chamados evolucionistas, apoiados pelos cafeicultores paulistas, esperavam que o regime republicano instaurasse maiores liberdades políticas e não que o mesmo não fosse criado por meio de grandes agitações. Por fim, manifestando uma ala republicana minoritária, os revolucionários esperavam que o novo regime fosse inspirado na Primeira República Francesa (1792 - 1794), onde os populares tinham significativa participação.
Por fim, entre tantas orientações, observamos que as alas militares foram responsáveis por uma transição política carente de qualquer apoio das classes menos privilegiadas. Não por acaso, o fim da monarquia brasileira não abriu caminho para que os velhos dilemas da exclusão social, política e econômica fossem finalmente colocados em questão. Formada por uma população miserável e inculta, a nação brasileira passou das mãos dos militares para as novas elites agroexportadoras.
Se por um lado o progresso anunciado pela nossa nova bandeira se fazia sentir nos grandes centros urbanos, a maioria da população rural se mostrava presa ao poder reservado aos grandes proprietários. Entre outras garantias, a Constituição de 1891 vetou a ampliação dos direitos políticos ao determinar a exclusão dos analfabetos de qualquer processo eleitoral. Dessa forma, as enormes diferenças sociais e a precariedade do sistema de ensino pavimentavam o conservadorismo republicano.
Por fim, observamos que a República Brasileira não se transformou em instrumento de diálogo entre as classes dirigentes do país e a grande massa de proletários rurais e urbanos. A ausência deste diálogo acabou sendo pedra fundamental para que uma série de revoltas colocasse em voga o enorme vão que separava o Estado e as maiorias que deveria de fato representar. As possíveis transformações do nosso sistema representativo foram lançadas ao esquecimento.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
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É inacrditável que um artigo sobre o "Regime Republicano no Brasil" não consigar falar nada sobre "o Regime republicano no Brasil". É claro que não se espera que haja "dons literários" por parte de seu autor, mas pelo menos que haja uma precoupação com a História do Brasil, e não com discursos políticos baseados em opiniões pessoais sobre teorias marxistas, ainda que sejam de um professor de História. Do contrário, a História vira Estória. Ensino é uma coisa e doutinação é outra. Pense como quiser, mas seja honesto com seus alunos! sds Wellington
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oi, obrigado tenho que faze uma pesquisa sobre as primerias republicas brasileiras e esse site deu uma encrementada no meu trabalho vlw...
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Tá vendo, o que começa errado não tem jeito. Assim como 10.000 foram mortos, assim continuou por toda república. Esses des mil mortos foram apenas uma entrada do almoço principal de uma república que não deu nem daria certo em sua extensão.
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