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Governo José Sarney - Política Externa

História do Brasil

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Iniciado o governo de José Sarney, observamos que a articulação das relações diplomáticas brasileiras ganharam uma tônica diferente. Nesse período, o esfacelamento do bloco socialista e o próprio fim da Guerra Fria impuseram a elaboração de novas demandas, afastadas das antigas rivalidades da ordem bipolar. Vivenciando uma crise econômica séria e buscando manifestar o retorno ao Estado democrático de direito, o governo brasileiro empreendeu novas políticas que pretendiam justamente resolver essas premissas fundamentais.

No ano de 1986, Sarney reatou as relações diplomáticas junto ao governo cubano. Do ponto de vista externo, isso representava o fim de um antigo discurso que rejeitava os partidos e nações que se mostravam favoráveis ao pensamento comunista e socialista. Internamente, essa mesma ação indicava que mais um resquício da ditadura militar era abandonado. Afinal de contas, o governo militar de Castello Branco (1964 – 1967) havia sido o responsável pelo fim das relações político-econômicas entre Brasil e Cuba.

Paralelamente, esse mesmo governo tomou várias medidas, interessadas em reforçar os laços entre o Brasil e os países africanos que falavam a língua portuguesa. Em um período de recessão, a busca por parcerias era fundamental para que o país tivesse possibilidades amplas de expandir suas fronteiras econômicas. Em 1989, já no fim desse governo, aconteceu na cidade de São Luís (MA) o Encontro de Chefes de Estado de Língua Oficial Portuguesa. Nessa oportunidade, tivemos a tomada de ações que formalizaram a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa.

No que se refere às políticas voltadas para a América do Sul, o Brasil também tomou ações para que as relações junto ao governo argentino se tornassem cada vez mais próximas. Em novembro de 1985, José Sarney e o presidente argentino Raul Alfonsín assinaram a Declaração do Iguaçu. Do ponto de vista histórico, esse documento de cooperação foi de suma importância para que acordos com outras nações sul-americanas dessem origem ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), criado em 1991.

Por fim, mesmo tendo interesse em firmar esses vários acordos, o primeiro governo da Nova República não conseguiu recuperar a imagem do país de maneira eficaz. Tal frustração se consumou principalmente pelas várias oscilações que a economia brasileira sofria em pouco espaço de tempo. Uma prova disso pode ser vista nos índices inflacionários alcançados nos dois últimos anos de seu governo, que atingiram uma média de quase 1350%.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

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