
O Convênio de Taubaté consistia na compra, por parte do Governo, dos excedentes de café.
No início do século XX, o café era o principal produto que o Brasil exportava. Desta forma, ocorreu uma grande expansão da oferta do produto sem, no entanto, a demanda aumentar também. Assim, o preço do café passou a cair assustadoramente, gerando a preocupação dos produtores e do Governo, visto que esta era a principal atividade econômica na época.
Em fevereiro de 1906, reuniram-se os governadores dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para discutir sobre uma solução para a crise de excesso de produção que estava começando a acontecer. Então, os governadores idealizaram uma política na qual, para manter os preços do café em alta, o Governo passaria a comprar todo o excedente gerado: o Convênio de Taubaté.
Esse acordo foi ratificado pelo vice-presidente da república Afonso Pena. O Convênio de Taubaté se baseava na realização de novos empréstimos para a compra dos excedentes de café, na criação de um novo imposto cobrado em ouro sobre cada saca de café exportado a fim de custear os juros destes empréstimos e na adoção de medidas que procurassem desencorajar a expansão de novas lavouras de café.
Mesmo tendo alcançado seu objetivo, de manter estável o preço do café, os produtores foram estimulados a produzirem cada vez mais, obrigando o Governo a contrair novos empréstimos e aumentando assim, a dívida externa brasileira. A política do Convênio de Taubaté serviu para adiar o fim do ciclo do café, que acabou ocorrendo com o “crash” da Bolsa de valores de Nova York em 1929.
Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola
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