Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, o governo do Estado Novo não tomou posição, mantendo neutralidade com respeito às nações envolvidas no conflito. À medida que a guerra evoluiu, envolvendo os Estados Unidos (a partir do ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941), a política de solidariedade continental levou o Brasil a se alinhar entre as nações democráticas, contra a Alemanha, a Itália e o Japão. Em janeiro de 1942, na Terceira Conferência de Chanceleres Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil defendeu a política continental de apoio aos Estados Unidos. Em março, pelos acordos de Washington, foram cedidos vários pontos do Nordeste do país para servirem de bases navais e aéreas aos norte-americanos.
Desde fevereiro, os alemães torpedearam muitos navios brasileiros. Ao todo, dezenove embarcações navegando sob bandeira brasileira foram afundadas, com centenas de vítimas, até que, em agosto de 1942, o governo do Brasil resolveu romper relações com os países do Eixo e declarar-lhes guerra. Para o governo alemão, o relacionamento comercial do Brasil com os Estados Unidos era indesejável, pois significava o abastecimento de materiais básicos e estratégicos de que os norte-americanos necessitavam para se manterem em luta. Essa foi a razão do afundamento dos navios mercantes brasileiros por submarinos alemães. Com tal atitude o governo alemão pretendia intimidar o governo do Brasil, forçando-o à neutralidade, mas impedindo-o de comerciar com os Estados Unidos.
Em agosto de 1942, como vimos, o governo brasileiro declarou guerra às nações do Eixo. No mês de setembro, foi realizada a mobilização geral para o conflito.
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