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Patty Hearst

A Terrorista Patty Hearst era uma garota mimada, nascida em berço de ouro. Estudiosa, educada, ex-líder de torcida, gostava muito da história da arte, filha exemplar, e sobre tudo, neta do magnata da imprensa americana (William Randolph Hearst).
Sua vida de terrorista se deu após seu seqüestro no dia 4 de fevereiro de 1974. Ela estava em seu apartamento junto com seu namorado (Steven Weed), em Berkeley quando três indivíduos invadiram seu apartamento, e levaram a jovem.
Os criminosos pertenciam ao ESL – Exército Simbionês de Libertação, esse grupo foi à última expressão radical da contracultura americana.

Em troca de Hearst o grupo queria a libertação de dois membros do grupo, presos pela morte do diretor de uma escola. O pedido foi negado pelo governo, daí eles resolveram tirar da família de Hearst milhões de dólares para alimentar os pobres e desempregados da Califórnia.
O pai de Patty atendeu ao pedido dos seqüestradores rapidamente, ele distribuiu dois milhões de dólares em comida estado a fora. Mas os membros da ESL queriam mais de quatro milhões, neste momento cessaram as negociações. Após ser libertada Patty dá uma série de declarações condenado a forma de vida de sua família e defendendo seus seqüestradores.

Os tais seqüestradores, membros do ESL, convidaram Patty para que se juntar a eles e foi o que aconteceu. Nascia então Tânia Hearst (o apelido era uma homenagem a uma das namoradas de Che Guevara).
Alguns médicos alegaram que Patty estava sofrendo da síndrome de Estocolmo, em que as vítimas criam laços afetivos com seus agressores.
A polícia encontrou a sede da ESL, no confronto com os criminosos e desativou a organização. O líder do grupo, Donald Defreeze, se matou com um tiro na cabeça. Ele era o suposto namorado de Patty.

Enquanto isso acontecia Hearst estava em um quarto de hotel na companhia do casal Harris (simpatizantes dos guerrilheiros). Algum tempo depois Patty foi presa juntamente com alguns membros da ESL, em São Francisco.
Hearst passou por um julgamento, foi sentenciada a 35 anos de prisão, e em uma revisão de sentença, a pena foi reduzida para apenas sete anos. Em1979, o presidente Willian Randolph Hearst livrou a cara da neta do magnata alegando “razões humanitárias”.

Terroristas da História - História - Brasil Escola

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