- Carnaval no Brasil
- Carnaval do Mundo
- Escola de Samba
- História do Carnaval
- História do Carnaval no Brasil
Disciplinas
- Artes
- Biografias
- Biologia
- Espanhol
- Educação Física
- Filosofia
- Física
- Geografia
- Geografia do Brasil
- Gramática
- História
- História da América
- História do Brasil
- História Geral
- Inglês
- Italiano
- Literatura
- Matemática
- Português
- Química
- Redação
- Sociologia
- Bolsa de Estudo
- Cotas
- Guia de Profissões
- Intercâmbio
- Notícias Vestibular
- ProUni
- Resumos de Livros
- Simulado
- Universidades
A história política recente do Irã

O Irã é controlado por uma cúpula religiosa que direciona toda vida política do país.
Do ponto de vista histórico, o Irã é visto como uma nação fortemente influenciada pela expansão islâmica que marcou o período medieval. De fato, os valores religiosos deste país possuem um grau de penetração que se manifesta em diferentes esferas do cotidiano do povo iraniano. Contudo, a compreensão deste conturbado cenário político não deve somente limitar-se a simples crítica à hegemonia do pensamento islâmico no interior de sua cultura.
Nas primeiras décadas do século XX, o Irã despertou o interesse do mundo Ocidental por causa de suas valiosas reservas petrolíferas. Inicialmente, a interferência no Irã partiu do governo britânico, que tentava preservar seus interesses para com as reservas energéticas da nação islâmica. Contudo, no ano de 1951, a interferência político-econômica estrangeira sofreu um duro golpe quando o primeiro ministro Mohammad Mossadegh nacionalizou a exploração do petróleo em seu país.
Entretanto, dois anos mais tarde, com apoio logístico e militar norte-americano, Mohammad Reza Pahlevi consagrou um governo ditatorial comprometido com os interesses do bloco capitalista. Desfrutando de amplos poderes, esse estadista perseguiu os partidários do movimento nacionalista iraniano e estabeleceu a adoção de práticas, vestimentas e padrões de consumo ocidentais no país. Acuados, os nacionalistas promoveram a manutenção de sua orientação política no interior das mesquitas iranianas.
A fusão entre o discurso nacionalista e a defesa dos ideais religiosos passou a ganhar vigor sob a voz do aiatolá Ruhollah Khomeini. Dessa forma, a defesa da interferência política conservadora do clero iraniano se transformou em uma via de defesa dos interesses nacionais contra a intervenção estrangeira. Exilado no Iraque, Khomeini acabou obrigado a se retirar do país por exigência do ditador Saddam Hussein, então aliado dos norte-americanos.
No início de 1979, uma série de revoltas, protestos e greves anunciavam a insustentabilidade do governo de Reza Pahlevi. Com isso, sob a tutela do aiatolá Khomeini, a chamada Revolução Iraniana alicerçou um Estado conservador, teocrático e contrário à intervenção Ocidental. Nesse contexto transitório, Saddam Hussein promoveu uma guerra que pretendia enfraquecer a influência política dos xiitas e controlar as ricas reservas petrolíferas da nação vizinha.
Após o conflito, que não estabeleceu nenhum tipo de ganho para nenhum dos lados, a tutela religiosa prosseguiu orientando a vida política iraniana. Em 1997, a eleição de Mohammad Khatami representou uma possibilidade de reformas que desmobilizassem os rigores que a cúpula religiosa tinha dentro do Irã. Contudo, não foi possível alcançar as transformações que eram, principalmente, almejadas por mulheres e estudantes.
No ano de 2005, por conta das frustrações vivenciadas no governo Khatami, uma grande evasão de eleitores permitiu que o líder ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad vencesse o processo eleitoral. Em seu primeiro mandato, observamos o acirramento das tensões políticas para com os Estados Unidos, a pretensão do desenvolvimento de um programa nuclear e a realização de várias declarações polêmicas contra os regimes ocidentais e o governo de Israel.
Em 2009, um novo pleito estabeleceu a disputa entre Mahmoud Ahmadinejad e Mir Hossein Mousavi, que teria uma política de pretensões liberais. Apesar das pesquisas que sugeriam uma acirrada disputa, o processo eletivo acabou apontando uma vitória esmagadora de Ahmadinejad, detentor de mais de 60 % dos votos contabilizados. Com isso, vários protestos e denúncias sugerem a ilegalidade do processo eletivo iraniano, que foi ratificado pelo aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do país.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
O que você achou deste texto?
-
Muito bom o texto. Sou professor de história. Aprendo sempre lendo artigos como esse. Muito obrigado.
-
Na verdade, caro Rainer, faço o pedido para que discorras sobre a influência de Maomé e do Islamismo no intelecto deste povo, para que eu possa entende-lo melhor. Recentemente, li dois livros do escritor V. S. Naipal entitulados, respectivamente, " Além da Fé " e " Entre Fieis ", quando o mesmo fez viagens em épocas diferentes à alguns países muçulmanos, inclusive o Irã, logo após a revolução de 1979. E agora estou terminando o de Salman Rushid, que o levou a ser ameçado de morte, " Versículos Satânicos ". O meu objetivo em ler estes livros é o de comprrender este país, a mente do seu povo e o islamismo. Muito obrigado e saudações. João Carlos.
-
O Irã é uma Nação Soberana, mas pelas pressões que sofre parece que somente nações nucleares tem suas soberanias respeitadas.No Irã pelo menos há punição e zelam pela sua soberania, segurança e interesses de Nação.Aqui castas, grupos com privilégios e impunidades;menores abandonados nas ruas, sendo explorados, agredidos, abusados, praticando crimes impunemente e usando drogas.Jovens sem limites, drogas licitas e ilícitas, programas amorais corrompendo a Juventude. Distribuições de privilégios e impunidades,para alguns enquanto o cidadão de maioria discriminada,paga seus impostos e é alvo de tiros, seqüestros e torturas. LEMBREMOS que todas as guerras provocaram dor,atrocidades e traumas em gerações e ainda continuam a acontecer em diversas partes do mundo com as conivências de Nações e grupos fortalecidos. O que dizer da impunidade de Nações que bombardeiam cidades, seqüestram, torturam e financiam golpes. A China sabe o que é ser explorada pelos colonizadores ingleses e invadida pelo Imperio Japonês e se não fosse seu poder bélico que ora ostenta, seria uma Nação enfraquecida e dividida.
TOP 5
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98)






