Bandeira
Idioma: árabe (oficial), berbere, francês.
Moeda: dinar tunisiano; cotação para 1 US$: 0,97 em out./1996.
Forma de governo: República parlamentarista com chefe de Estado forte
País dominador: França.
Ano da independência: 1956.
Processo de descolonização: Pacífico.
Linha do país: socialista.
Agricultura: trigo (2 milhões t), cevada (858 mil t), azeitona (875 mil t), frutas cítricas (247,2 mil t), tâmara (86 mil t) (1996).
Pecuária: ovinos (7,6 milhões), caprinos (1,3 milhão), bovinos (735 mil) (1996).
Pesca: 85,0 mil t (1993)
Minérios: petróleo (33,3 milhões barris), rocha fosfática (5,7 milhões t), ferro (240 mil t), zinco (26,5 mil t), chumbo (4,6 mil t), espatofluor (4 t), sal marinho (414 mil t) (1994).
Indústria: processamento de produtos agrícolas e minérios, têxtil, de construção, maquinários, química, papel, madeireira.
Parceiros comerciais: França, Itália, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo.
Fatos históricos: A Tunísia tem seu território colonizado por fenícios por volta do ano 1.000 a.C. Eles fundam Cartago, que domina o comércio no Mar Mediterrâneo, até ser destruída pelos romanos em 146 a.Cquando a região torna-se parte do Império Romano. Os árabes conquistam o território no século VII da Era Cristã, fazendo da cidade de Túnis o centro da cultura islâmica do norte da África. Em 1574, a região é incorporada ao Império Turco-Otomano, sendo administrada por governadores turcos (beis) até 1881, tornando-se um protetorado francês.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a área é palco de combates. Com o final da guerra, o movimento nacionalista tunisiano obriga a França a conceder independência ao país em 1956. Habib Bourguiba, o principal líder nacionalista, é eleito para a Presidência em 1959, tornando-se posteriormente presidente vitalício. O partido do governo passa a ser, em 1964, o único legal no país. Bourguiba institui fortes subsídios aos produtos básicos e nacionaliza empresas estrangeiras. A invasão do sul do país pela Líbia, em 1980, é prontamente repelida pelos tunisianos.
Abertura – Greves operárias e manifestações populares marcam os anos 80, refletindo a decadência da era Bourguiba. Em 1987, o líder é considerado incapaz de governar, sendo substituído pelo primeiro-ministro Zine al-Abidine bin Ali. O novo presidente revoga a Presidência vitalícia e concede liberdade partidária. Há uma retomada do crescimento econômico, que chega a 4,8% em 1992. Nas eleições gerais de março de 1994, bin Ali e seu partido obtêm uma vitória esmagadora e o governo é acusado de perseguir os oposicionistas.
Apesar das pressões, a oposição ganha 47 prefeituras nas eleições de maio de 1995. O surgimento de um movimento fundamentalista islâmico, semelhante ao da Argélia, preocupa o governo. Em julho, um acordo de cooperação política e econômica assinado com a União Européia (UE) garante mais investimentos à indústria do país. Em fevereiro de 1996, Mohammed Moada, líder do Movimento dos Democratas Socialistas, principal partido oposicionista, é condenado a 11 anos de prisão. A Justiça o julgou culpado de ter mantido contatos secretos com agentes estrangeiros, sobretudo líbios.
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