
Bandeira da República do Congo
Cortado pela linha do Equador a República Democrática do Congo (ex-Zaire) possui um extenso território ocupando o terceiro lugar no continente africano, possui características naturais ricas, a vegetação presente no país é composta por florestas tropicais, relevo com montanhas e presença de vulcões e uma biodiversidade selvagem extremamente ameaçada pelas ações humanas.
A fauna do país corresponde à espécies tipicamente africanas, existem animais encontrados especificamente em áreas do território, como os gorilas encontrados nas Montanhas da Lua e os Chimpanzés.
O Congo se destaca em sua bacia hidrográfica que representa uma das maiores e mais importantes do mundo, o rio Congo, esse é utilizado para o transporte, por ser navegável em mais de 12 mil quilômetros, no entanto o seu potencial hídrico não se limita ao rio Congo, pois a região abriga importantes lagos como o Mweru, Tanganica, Kivu, Eduardo e Alberto, que correspondem a uma temática geopolítica, pois são utilizados pelos países vizinhos.
A economia do Congo é fundamentada na atividade primária principalmente na extração de recursos naturais como a mineração, que desperta grande interesse em países industrializados, esses são geralmente europeus, os ex.colonizadores.
O território congolês, devido à formação rochosa, permite o surgimento de importantes e valorizados minérios, como diamante, cobre, cobalto e petróleo, embora sua maior extração e exploração sejam impedidas pela falta de infra-estrutura de transportes.
A produção primária não restringe apenas à mineração, como o solo do país é fértil e o clima é favorável a agricultura representa uma significativa atividade econômica, as monoculturas de exportação cultivadas essencialmente são café, palmito, cana-de-açúcar, cacau e algodão, como a produção é exportada a população enfrenta a subnutrição.
O país mantém relações comerciais com várias nações, embora as principais sejam os Estados Unidos, a Bélgica, a França e o Reino Unido. Apesar das exportações o Congo detém uma das piores rendas per capita do mundo, cerca de 130 dólares ao ano.
Os conflitos agravam ainda mais os problemas de ordem política e social, a incidência dos confrontos por parte dos rebeldes tutsis acabou resultando na morte do presidente Kabila, no ano de 2001. Em pouco tempo seu filho, o Major General Joseph Kabila, instituiu um plano de paz, após ter tomado posse da presidência. As discussões para a implantação de medidas que consolidassem a paz vinculavam em uma imparcialidade no território da república.
A partir de 2003, teve início a instauração de um governo provisório regido pela nova constituição, liderada pelo então presidente Kabila, outra medida foi de prolongar o mandato por mais dois anos e ao término seria realizada uma eleição democrática, no qual essas seriam supervisionadas pela ONU.
Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
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