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Posto avançado da Europa sobre o Atlântico, Portugal é um dos países que descobriram e consolidaram os novos horizontes do mundo moderno, e viveu a maior parte de sua história voltado para o mar. Depositário assim de tradições e legendas dos quatro cantos do mundo, depois da revolução de 1974 o país perdeu suas últimas colônias e integrou-se definitivamente ao concerto das nações européias, a que oferece, entre outras contribuições, um dos mais belos acervos da literatura universal.

Portugal situa-se na península ibérica, no extremo sudoeste do continente europeu. O país tem a forma de um retângulo estendido no sentido do meridiano, e mede cerca de 560km de norte a sul, e entre 110 e 200km de leste a oeste, com uma área total de 92.235km2. Limita-se ao norte e a leste com a Espanha, e a oeste e sul com o oceano Atlântico.
Os arquipélagos de Açores e Madeira, no Atlântico, completam o território português, cuja capital, Lisboa, é também sua maior cidade. O pequeno encrave de Macau, na costa meridional da China, era até o fim do século XX o último remanescente de um vasto império colonial.

Geografia física

Geologia e relevo

O vale do Tejo divide Portugal em duas zonas topográficas características: o norte montanhoso, onde se encontram noventa por cento das altitudes superiores a 390m; e o sul, com sessenta por cento das altitudes inferiores a 200m. Cerca de dois terços do território português fazem parte do bloco herciniano do planalto ibérico, fraturado durante o período terciário. É na serra da Estrela, ramo ocidental da cadeia Central, que se encontra o ponto culminante (1.991m). Seguem-se as serras fronteiriças da Galícia, como a do Gerês (1.538m), de Larouco (1.525m) e Nogueira (1.318m).

Ao norte do rio Douro, o bloco antigo cai em falésias definidas, e torna mais estreita a planície costeira. Entre o Douro e o Mondego, o maciço de Montemuro (1.382m) e a serra do Caramulo (1.704m) separam os planaltos da Beira da ampla planície litorânea e da Ria de Aveiro. A zona meridional é, em sua maior parte, um estável bloco antigo, em que as superfícies terciárias do planalto de sudoeste se estendem sem interrupções pelas monótonas planícies xistosas e graníticas do Baixo Alentejo, preservadas inclusive nos planaltos mais elevados do Alto Alentejo e no Caldeirão.

A norte e a oeste, o baixo Tejo e o Sado representam sinclinais de deposição terciária e quaternária. Os montes da Arrábida e escarpas ou colinas da costa do Algarve compreendem calcários e arenitos mesozóicos. No Algarve o relevo de maior vulto encontra-se na serra de Monchique (900m).

Clima

A posição geográfica de Portugal, no extremo ocidental da Europa, explica seus invernos brandos e úmidos, assim como os verões relativamente uniformes e secos. Sua localização entre 37o e 42o de latitude norte dá-lhe características de transição entre as condições mediterrâneas e temperadas ocidentais. No inverno a região norte é dominada pela frente polar e, no verão, o sistema de alta pressão dos Açores avança pelo país em direção ao norte.

Em janeiro, é pequena a amplitude térmica ao nível do mar, variando de 11o C no sudoeste a 9o C no nordeste. As montanhas mais elevadas da serra da Estrela apresentam temperaturas inferiores a 7o C, com neve nos picos entre novembro e abril. No verão, a influência oceânica é marcante, e registra-se acentuada amplitude térmica em julho (27o C ou mais, ao longo da fronteira com a Espanha).

Mais de metade do território português recebe um total anual de chuvas inferior a 1.000mm. A região norte apresenta considerável precipitação pluvial e em toda a costa a umidade é relativamente alta para a latitude, mas passa a decrescer a partir do médio Domo e do Tejo para o sul.

Hidrografia

Os principais rios de Portugal -- o Tejo, o Douro, o Minho e o Guadiana -- nascem na Espanha e transpõem o planalto numa série de desfiladeiros e gargantas, o que impede sua navegabilidade entre os dois países. O rio que apresenta maior curso em Portugal é o Douro, e os principais rios inteiramente portugueses, todos parcialmente navegáveis, são o Mondego, o Vouga, o Sado e o Zêzere, afluentes do Tejo.

Flora e fauna

Por suas mais de 2.700 espécies vegetais, Portugal foi apelidado "o jardim da Europa". A principal característica de sua vegetação é a mistura da flora decídua atlântica com plantas sempre verdes mediterrâneas e africanas. Na metade setentrional do país predominam duas espécies de pinheiros e três de carvalhos, com notável concentração de pinheiros nas terras litorâneas.
São também comuns castanheiros, tílias, olmos e choupos. No Alentejo ocidental predominam os sobreiros, árvores das quais se extrai a cortiça. O baixo Algarve é famoso por suas florestas de alfarrobeiras, amendoeiras e figueiras. A oliveira, outrora concentrada ao sul, acha-se hoje bem disseminada. O eucalipto é comum nos vales do Tejo e do Sado.

A fauna, semelhante à da Espanha, é em grande parte uma mistura de espécies européias e norte-africanas, embora também apresente algumas espécies nativas da península. Os animais de maior porte são cabras selvagens, javalis e cervídeos, encontrados nas montanhas. Ainda há lobos em lugares remotos da serra da Estrela, e linces no Alentejo. Raposas e coelhos existem por toda parte. Os répteis são em menor número que na Espanha, mas uma espécie de serpente, Pelias berus, é perigosamente venenosa.

Na costa, os peixes são abundantes, sobretudo as sardinhas, e os crustáceos são comuns no litoral norte. Há extensas ostreiras na Ria de Aveiro e estuários do Tejo e Sado. É grande a variedade de aves, como o cuco, a coruja, a perdiz vermelha, abutres, francelhos (da família dos falcões) e águias, que se aninham nas elevações rochosas. Cegonhas, narcejas e codornizes ocorrem nos brejos costeiros.

População

Em sua imensa maioria, a população portuguesa é de raça branca, de tipo mediterrâneo. A independência das colônias africanas em meados da década de 1970 provocou a repatriação, para a metrópole, de numerosos cidadãos portugueses, tanto de etnia européia como negra. O crescimento da população portuguesa foi relativamente lento nos últimos decênios do século XX. A partir da década de 1950, a tradicional corrente migratória portuguesa para o Brasil e a África foi superada pela emigração para os países da Europa ocidental, particularmente França e Alemanha. A emigração, legal e ilegal, foi intensa nos anos que precederam à revolução de 1974, e estancou-se depois dessa data, devido à crise econômica que afetou os países europeus.

Nas regiões do norte e nordeste, comarcas inteiras ficaram quase despovoadas em decorrência da sangria migratória. Em contrapartida, cerca de um milhão de repatriados das antigas colônias africanas motivaram um agudo problema social nas cidades da metrópole onde se concentram. As ilhas dos Açores e da Madeira, superpovoadas, deram origem a uma emigração dirigida, no início, para os Estados Unidos e, depois, para a América do Sul.

A maior parte dos portugueses habita a faixa litorânea compreendida entre a fronteira espanhola, ao norte, e Setúbal, no centro do país. O povoamento é disperso nas úmidas terras do norte, e concentrado nas mais secas do sul. Nas últimas décadas do século XX, apenas um terço da população portuguesa residia nos centros urbanos.

A população das áreas mais pobres, que coincidem com as regiões limítrofes com a fronteira espanhola, experimentou na segunda metade do século um estancamento, ou mesmo um retrocesso, e cresceu nas zonas costeiras mais habitadas.

A mais importante concentração urbana de Portugal é a aglomeração lisboeta, seguida das do Porto e de Braga, ao norte. Coimbra, no centro, Setúbal, ao sul de Lisboa, Évora, no Alentejo, e Faro, no Algarve, são outras cidades de importância, embora muito menores que as duas primeiras. Outras cidades importantes são Amadora, Vila Nova de Gaia, Barreiro, Almada e Funchal, na ilha da Madeira.

Economia

Agricultura, pecuária, pesca e recursos florestais. A parcela da população portuguesa ocupada na agricultura ainda era majoritária no final do século XX. O país, contudo, não produz alimentos suficientes para seu consumo, pelo que precisa importar cereais, carne e até pescado. A mecanização agrícola é muito lenta e o tamanho das propriedades agrícolas, no norte, é demasiado pequeno para permitir uma rentabilidade adequada.
No sul, os latifúndios foram expropriados após a revolução de 1974, embora grande parte deles tenham sido posteriormente restituídos aos antigos donos.

Os principais produtos agrícolas são a batata, a uva (e outras frutas como figo e maçã), trigo, milho, arroz, aveia, hortaliças e azeitona. São famosos e apreciados os azeites portugueses, diversos tipos de vinho do Porto e de tintos como o Madeira, o Colares, o Bairrada, o Dão, além dos verdes e ampla variedade de vinhos excelentes, de produção controlada.

O gado ovino e suíno é a principal fonte da carne produzida em Portugal, junto com a criação de galinhas e congêneres. O gado bovino, numeroso no norte do país, é insuficiente para abastecer o país de carne e laticínios. Portugal é um dos países onde mais se consome peixe.

A costa atlântica é muito rica em espécies, mas está exposta ao risco da superexploração. Barcos de pesca portugueses operam também ao longo da costa atlântica africana. Os principais portos pesqueiros são Matosinhos (perto do Porto), Setúbal, Portimão e Olhão. A insuficiente capitalização da frota de alto-mar acarretou a perda das áreas de pesca no norte do Atlântico.

As florestas produtoras de madeira são abundantes e, desse modo, a produção portuguesa de madeira, pasta de papel e, sobretudo, de cortiça supera as necessidades nacionais. Recursos minerais e energia. Portugal carece de jazidas de petróleo e gás natural, e conta com limitados recursos de carvão mineral. Extraem-se, porém, de suas terras alguns minérios de urânio, assim como tungstênio, estanho, cobre, manganês, chumbo, zinco, linhita, enxofre, ouro, prata e volfrâmio. A produção de sal é expressiva em vários pontos do litoral. Os rios ibéricos que atravessam o país, como outros cursos mais modestos, são objeto de aproveitamento hidrelétrico, que proporciona a maior parte da energia elétrica consumida no país.

Indústria

A falta de capitais e mão-de-obra qualificada prejudicou por muito tempo o desenvolvimento da indústria portuguesa, em que se destacam os seguintes setores: têxtil, concentrado em Covilhã, Porto, Seixal e Guimarães; alimentício (como de azeite de oliva e conserva de pescado); químico e de medicamentos; de refino do petróleo; de produção de cimento; de fabricação de rádios, televisores, eletrodomésticos e equipamentos de telecomunicação; de montagem de automóveis; e de siderurgia, em Seixal. São notáveis, ainda, as manufaturas tradicionais -- e de cunho artesanal -- de cerâmica e azulejos, vidro, couros e calçados.

Depois da crise social e econômica de 1975, que deu lugar à estatização de certas indústrias básicas, o país recuperou suas perspectivas de desenvolvimento industrial após o ingresso, em 1986, na União Européia, o que também contribuiu para ampliar suas possibilidades de exportar produtos manufaturados.
Finanças, comércio e turismo. Na década de 1970, o sistema financeiro português foi estatizado em sua quase totalidade. Na década seguinte, no entanto, sucessivos governos empreenderam o processo de liberalização. Com um comércio exterior tradicionalmente deficitário, pois carente de recursos naturais significativos e de manufaturas capazes de competitividade no mercado externo, o país depende em alto grau do turismo e das remessas de seus trabalhadores emigrantes.

Portugal tem três zonas de intensa atividade turística: a mais tradicional, situada junto a Lisboa, é a do Estoril e Cascais. De expansão mais recente, a costa do Algarve atrai tanto turismo de verão como de inverno. Por último, o clima temperado das ilhas da Madeira recebe, de preferência, o turismo europeu de inverno. Tradicionalmente a maior parte dos visitantes procedia da França, Alemanha e Reino Unido, mas na década de 1980 a afluência de espanhóis superou as demais.

Transportes e comunicações. Com cerca de dois mil quilômetros de extensão, a rede ferroviária portuguesa cobre todo o país, mas seu traçado é antigo e se encontra na maior parte mal conservado. Recentemente, projetou-se uma série de mudanças revitalizantes, como a instalação de uma linha de trens de grande velocidade (TGV) para ligar Lisboa a Madri.
A rede de rodovias, mais densa, desde meados da década de 1980 passou por importante processo de modernização, que incluiu a construção da nova auto-estrada que une as duas principais cidades do país, Lisboa e o Porto.

O comércio exterior português realiza-se, na maior parte, por via marítima. Os principais portos são os de Lisboa, Porto (Leixões), Setúbal e Sines, o último de criação recente. Os principais aeroportos internacionais são os de Lisboa, Porto, Faro -- que serve à zona turística do Algarve -- e Funchal, na ilha da Madeira. As ilhas dos Açores perderam sua importância como escala nos vôos sobre o Atlântico norte, que deixou de ser obrigatória por causa do progresso técnico da aviação civil a partir da década de 1960.

História

Embora a região ocidental da Ibéria tenha sido habitada desde tempos remotos, encontram-se poucos indícios do homem paleolítico da região. São mais comuns descobertas neolíticas e da idade do bronze. Foram povos primitivos de Portugal os lígures e os iberos. Os primeiros fixaram-se em torno do Mediterrâneo; os últimos, vindos do norte da África, fundiram-se com os celtas, que predominaram na Europa ocidental, donde o nome de celtiberos que se dá à etnia da península ibérica.

Os castros, castelos primitivos construídos sempre em lugares altos, são reminiscências desse povo, com o qual se relacionaram gregos, fenícios e cartagineses que por ali estiveram em épocas diversas. A região oeste da península, aproximadamente no início do século III a.C., já se distinguia como terra dos lusitanos, ou Lusitânia.
Roma e as invasões bárbaras. Depois da segunda guerra púnica (218-201 a.C.), os romanos derrotaram os cartagineses e impuseram sua hegemonia no Mediterrâneo ocidental. No entanto, a resistência que os lusitanos opuseram a Roma, foi tenaz e encarniçada.

Só esmoreceu em 139 a.C., quando seu líder, Viriato, foi assassinado. A província romana da Lusitânia (uma das três em que, em 27 a.C., a península ibérica foi dividida) abrangia a maior parte do Portugal moderno, embora se estendesse mais para leste e tivesse em Mérida a capital.
No princípio do século V, época das grandes invasões bárbaras na Europa, a Lusitânia viu-se ocupada por alanos, vândalos e suevos. Os visigodos expulsaram-nos e fundaram um reino que, graças ao rei Recaredo I, no ano 586 foi convertido ao cristianismo e durou até a invasão muçulmana de 711.

Reconquista. No final do século VIII, a expansão dos reinos cristãos de Astúrias e Leão pôs fim ao reino mourisco ao norte do rio Douro. Em 1064, Fernando I, de Leão e Castela, levou à reconquista da terra portucalis (expressão derivada de Portus Cale, povoação romana à margem do Douro) até o Mondego. O caráter de cruzada dessa luta contra os árabes atraiu diversos cavaleiros cristãos, entre os quais dois príncipes de Borgonha, Henrique e Raimundo, que depois se casaram com as filhas de Afonso VI, de Leão e Castela, figura central da reconquista no século XI.
De Raimundo descendem os reis de Leão e Castela; de Henrique, os reis portugueses. Coube a este, em 1095, o chamado condado Portucalense.

Seu filho Afonso Henriques recusou-se a prestar vassalagem ao primo Afonso VII. Em 1128, em São Mamede, assumiu a chefia do condado e afastou sua mãe, D. Teresa. Portugal tornou-se, assim, independente. Em 1139, os mouros foram vencidos em Campo d'Ourique.
Dinastia de Borgonha (1140-1383). Em 1140 os leoneses viram-se derrotados em Valdevez, e Afonso Henriques fundou a dinastia de Borgonha. Em 1143, diante de um legado do papa, Afonso VII reconheceu Afonso I Henriques como rei de Portugal. O novo rei prestava vassalagem à Santa Sé. Em março de 1147, capturou Santarém e, em outubro, tomou Lisboa aos mouros.

D. Afonso Henriques foi sucedido por seu filho D. Sancho I, em seu reinado, que durou de 1185 a 1211, a luta contra os muçulmanos prosseguiu. Reinou depois, de 1211 a 1223, D. Afonso II, monarca de índole belicosa e de quem a nobreza e o clero obtiveram importantes privilégios, que acarretariam repetidos conflitos com a igreja, um dos quais foi grave a ponto de levar à excomunhão do monarca pelo papa Honório III.
No reinado de D. Sancho II, de 1223 a 1248, completou-se a reconquista cristã do Alentejo. Em seus últimos anos, o soberano esteve em luta com o irmão Afonso (apoiado pelo papa Inocêncio IV), que o derrotou e proclamou-se rei Afonso III. A morte de D. Sancho, sem deixar descendência, deu à usurpação aparência de legitimidade.

D. Afonso III, que reinou de 1248 a 1278, concluiu a conquista do Algarve, e passou a intitular-se "rei de Portugal e Algarve". Transferiu de Coimbra para Lisboa a capital do reino e em 1254 deu início à representação municipal de plebeus nas Cortes (câmara). Por duas vezes esteve em guerra com Castela. Sucedeu-lhe, em 1278, seu filho D. Dinis, que reinou até 1325. D. Dinis estreitou os contatos com a Europa ocidental, fundou a universidade (1290, a princípio em Lisboa) e formou uma esquadra. O comércio expandiu-se e o monarca mostrou interesse tanto pela agricultura como pela construção naval. Para deter o avanço das dunas de areia nas proximidades de Leiria, ordenou o plantio de pinheirais.

Foi apelidado "rei lavrador", embora também se dedicasse à poesia. Em 1297 o Tratado de Alcañices, com Castela, confirmou a posse do Algarve por Portugal. A esposa de D. Dinis, Isabel, foi canonizada e tornou-se conhecida como "a rainha Santa". A D. Dinis sucederam D. Afonso IV o Bravo e seu filho D. Pedro I o Cruel, celebrizado pelo trágico episódio de Inês de Castro. Veio depois D. Fernando I, cuja longa luta com Castela findou com o casamento de sua filha Beatriz com o rei castelhano João I. Este, após a morte de Fernando I, reivindicou o trono português.

A regência fora assumida pela rainha D. Leonor Teles, que não gozava de simpatia popular, por suas ligações com o conde galego Andeiro. Os adversários de Castela escolheram como líder um filho ilegítimo de D. Pedro I, D. João, dito o mestre de Avis, que matou Andeiro e assumiu em 1383 o título de "Defensor do Reino". No ano seguinte, forças de Castela, vindas em auxílio da regente, invadiram Portugal e sitiaram Lisboa. Só se retiraram cinco meses depois, ante a epidemia de peste que grassou no país.

Dinastia de Avis (1383-1580). Em 1385 as Cortes, reunidas em Coimbra sob a liderança de João das Regras, proclamaram o mestre de Avis rei de Portugal, ao invocarem o direito de nação, conferido às Cortes no caso de vacância do trono. Iniciava-se assim uma nova dinastia, a de Avis, promotora dos grandes descobrimentos marítimos. D. João I, com a valiosa ajuda do condestável Nuno Álvares Pereira, enfrentou com êxito as forças castelhanas e, em 14 de agosto de 1385, venceu a grande batalha de Aljubarrota, uma das mais gloriosas páginas da história portuguesa.

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