
Harry Truman
Após a Segunda Guerra Mundial, os países europeus se encontravam totalmente abalados pela guerra. Neste período se iniciou a bipolaridade da Guerra Fria: de um lado, os Estados Unidos capitalista; de outro, uma União Soviética comunista. Assim, a influência soviética no mundo, especialmente naqueles países frágeis politica e economicamente, passou a despertar a preocupação do Ocidente. Desta forma, fortes pressões foram feitas no sentido de o mundo capitalista encontrar uma estratégia para conter o avanço socialista.
Como resposta a isso, o presidente estadunidense Harry Truman passou a adotar uma postura que visava, justamente, a contenção da ameaça soviética. Em um violento discurso pronunciado em 12 de março de 1947 diante do Congresso Nacional, Truman afirmou: "...os povos livres do mundo olham para nós esperando apoio na manutenção de sua liberdade...". Nascia então, uma nova política: a Doutrina Truman, na qual a potência capitalista se comprometia a prestar assistência a qualquer país onde se verificassem as ameaças comunistas.
Os Estados Unidos passaram a intervir em qualquer conflito relacionado à bipolaridade existente na época, com o pretexto de ajudar os países a derrotar os insurgentes comunistas. Resultado: tiveram grande participação na Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, no Irã, Guatemala, entre outros conflitos. Como parte integrante da Doutrina Truman, os estadunidenses criaram o Plano Marshall, com o fim de “auxiliar” economicamente os países abalados pela guerra, mas que no fundo, para alguns, visava aumentar o vínculo e a dependência dessas nações para com os Estados Unidos.
Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola
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