
A água salgada encontrada nos mares e oceanos forma 95% de toda a água existente no planeta. Possui cerca de 35 gramas de sais por litro de água, uma quantidade que se ingerida provoca forte desidratação.
O consumo de água potável cresce em ritmos alarmantes e a única saída para que não haja falta de água seriam formas de transformar a água salgada em água doce. Diante do problema global de diminuição de água potável, iniciou-se em 1928, na Ilha de Curaçao o processo de dessalinização da água salgada.
A dessalinização da água pode acontecer através da:
• Osmose Inversa: É um processo de separação da água e do sal por meio de pressão sobre o líquido.
• Dessalinização Térmica: É um processo onde primeiramente evapora-se a água para fazer a separação entre esta e o sal e logo após submete-a ao processo de condensação para que retorne ao estado líquido.
• Destilação Simples: É um processo semelhante à dessalinização térmica, porém mais simples. A água é aquecida a 100ºC para evaporar-se e logo em seguida é encaminhada a um condensador onde retorna ao estado líquido.
A forma mais utilizada nesta transformação é a osmose inversa, pois seu custo é bastante acessível e além de separar o sal da água, também retira dela os possíveis vírus, bactérias e fungos existentes.
Hoje existem cerca de 4.700 instalações de dessalinizadores distribuídos por todo o mundo. No Brasil, existem 600 dessalinizadores, mas poucos funcionam já que sua manutenção requer material específico e a troca do material de manutenção provoca danos no aparelho que é abandonado por isso.
As ilhas de Chipre é um bom exemplo de dessalinização. Utilizam este processo não somente para abastecer as necessidades da população, mas também para devolver a água do meio ambiente que já foi retirada ou diminuída através de depósitos nos lençóis freáticos.
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