
Os continentes nas atuais configurações.
Realizar uma divisão de toda superfície terrestre em continentes requer uma análise do principal elemento natural responsável por esse processo, a geologia, pois foi nesse que aconteceram os fundamentais eventos que deram origem não somente aos continentes, mas a tudo que neles habitam.
Nesse caso, estamos tratando de uma divisão que a própria natureza se incumbiu de realizar ao longo do período geológico, separando terras imersas e emersas.
Após longos períodos de evoluções na Terra houve a separação das partes líquidas, como os oceanos e mares; e as partes sólidas, como os continentes e ilhas. Houve um período no qual não havia separação entre as massas continentais, denominadas de Pangéia, que posteriormente se tornou dois supercontinentes chamados de laurásia e gondwana.
No entanto, o estudo dos continentes não se restringe somente aos aspectos naturais, uma vez que o mundo é povoado por homens e esses estabelecem uma série de relações entre si e são elas as outras temáticas de abordagem que devem ser consideradas.
Diante da afirmação, fica evidente que o estudo dos continentes é indispensável para uma análise sistemática de temas oriundos das relações humanas, como economia, população, urbanização, problemas ambientais entre outros. É bom ressaltar que os continentes não são divisões estabelecidas unicamente através de processos naturais geológicos, sendo que casos como a distinção continental entre a Europa e Ásia é algo puramente ideológico ou simplesmente cultural.
No sentido de determinação e implantação dos continentes, diversas vezes o homem não é tido como algo relevante no processo e sim um explorador de um espaço já concebido anteriormente formado, ou seja, leva em consideração somente as divisões que ocorreram na própria natureza da Terra.
Em suma, a abordagem acerca dos continentes fica extremamente ligada à regionalização física proveniente da localização geográfica.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
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