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Colômbia 3

Geografia

Em 1903 o Panamá declarou-se independente, com apoio dos Estados Unidos, interessados em abrir o canal no istmo centro-americano.
Ciclo do café. O mandato do general Rafael Reyes na presidência da república (1904-1909) marcou o princípio de uma lenta recuperação econômica. Em 1914, a Colômbia reconheceu oficialmente a independência do Panamá e recebeu uma indenização no valor de 25 milhões de dólares, paga pelos Estados Unidos. O aumento do comércio exterior, com a exportação de café e o início da exploração de jazidas, conduziu a um processo de industrialização e prosperidade que seria interrompido pela crise mundial de 1929.

Os preços do café, do petróleo e da banana, os principais produtos de exportação, caíram vertiginosamente, o que levou a economia do país ao colapso.
O Partido Conservador, no poder desde o final do século XIX, perdeu em 1930 a presidência da república para o Partido Liberal, que se manteve no governo até 1946. Nas eleições realizadas nesse ano, os liberais se dividiram e lançaram dois candidatos, propiciando a vitória ao conservador Mariano Ospina Pérez. Apesar de vitoriosos na eleição, os conservadores só obteriam o controle do Congresso ao impor, em 1949, o estado de sítio, que durou até 1958.
O assassinato de Jorge Eliécer Gaitán, líder dos trabalhadores e candidato derrotado às eleições presidenciais, em pleno centro de Bogotá, desencadeou a maior rebelião da história da Colômbia, em 9 de abril de 1948. O episódio passou para a história do país com o nome de bogotazo. A violência prolongou-se durante a presidência de Laureano Gómez (1950-1953), que tentou implantar um regime autoritário.

Em 1953, o general Gustavo Rojas Pinilla liderou um golpe de estado e, embora louvado como paladino da justiça, foi ainda mais arbitrário que seu antecessor. Numa tentativa de restauração do poder civil, liberais e conservadores formaram a Frente Nacional.
Em 1957 Rojas Pinilla renunciou e um plebiscito incorporou os acordos da Frente Nacional à constituição. No ano seguinte, o presidente Alberto Lleras Camargo instituiu a reforma agrária. Em 1962 assumiu a presidência Guillermo León Valencia. O general Rojas Pinilla foi preso em 1963 sob a acusação de conspirar contra o regime. A crise econômica levou o Congresso a conceder poderes extraordinários a Valencia.

A situação continuou a agravar-se no plano político, o que culminou com a reimplantação do estado de sítio em 1965, após distúrbios estudantis.
Em 1966 começou a gestão de Carlos Lleras Restrepo, talvez a mais bem-sucedida da história colombiana. A economia recuperou-se com base num planejamento correto e em reformas políticas essenciais. Ao final de seu governo, a economia apresentava um crescimento anual de 6,9%. Na eleição de 1970, Misael Pastrana Borrero sagrou-se vencedor, derrotando o ex-ditador Rojas Pinilla. Na eleição de 1974, a presidência passou para Alfonso López Michelsen, também liberal, cujo governo enfrentou problemas econômicos. Ainda assim, em 1978 foi eleito outro liberal, Julio Turbay Ayala, contra quem se aliaram manifestações de descontentamento popular e a violência dos movimentos guerrilheiros de esquerda.

 Em 1982, elegeu-se o conservador Belisario Betancur Cuartas, mas sua campanha de pacificação nacional foi obstada pelo poder dos traficantes de tóxicos -- o chamado cartel de Medellín -- que em 1970 se implantara no país como poder paralelo. Em 1989, o presidente liberal Virgílio Barco Vargas lançou uma gigantesca ofensiva contra o cartel de Medellín, após os assassinatos de um ministro do Supremo Tribunal e do principal candidato à eleição de 1990, Luis Carlos Galán Sarmiento. Em 1993, na gestão do presidente César Gaviria Trujillo, o chefe do cartel, Pablo Escobar, foi morto quando era caçado por soldados e policiais. Ernesto Samper, que assumiu a presidência em 1994, continuou a combater o narcotráfico, desta vez buscando desmantelar o cartel de Cali.

Instituições políticas

A Colômbia é uma república unitária dividida em 24 departamentos, quatro intendências e cinco comissariados. O presidente da república designa os governadores dos departamentos, intendentes e comissários. Os departamentos possuem suas próprias assembléias administrativas.

A constituição de 4 de agosto de 1886, objeto de várias emendas consagra a divisão de poderes. O presidente, eleito para um mandato de quatro anos, exerce o poder executivo. O voto é universal para todos os maiores de 18 anos. O poder legislativo é exercido por duas câmaras: o Senado e a Câmara de Representantes, também eleitos por quatro anos, por sufrágio universal. O poder judiciário é integrado por juízes, tribunais distritais e corte suprema. Os municípios são dirigidos por prefeitos e conselhos eleitos.

Sociedade

A desigualdade na distribuição de renda é uma das causas da instabilidade que caracteriza a sociedade colombiana, país agroexportador subordinado à perversa relação de preços internacionais: baixos para os produtos agrícolas e altos para os produtos industriais. A riqueza se concentra em cidades com bolsões de pobreza alimentados por ondas sucessivas de migrantes rurais. A partir da década de 1970, o país passou a conviver com um extraordinário aumento na produção e exportação de entorpecentes. A formação de poderosas máfias da droga contribuiu para complicar a situação da Colômbia.

Uma característica da sociedade colombiana é sua compartimentação em unidades regionais dotadas de fortes particularidades. Desde os tempos de colônia, cada cidade importante constituiu a seu redor um território de influência, com o que se acentuaram as tendências fragmentadoras. O fenômeno, comum à maior parte da América hispânica, não só causou longas lutas civis como também a independência temporária de cidades como Cartagena e Cali.
Educação e saúde. O índice de alfabetização é alto em comparação com outros países latino-americanos, o que se deve à gratuidade e obrigatoriedade do ensino primário. No final do século XIX, o analfabetismo apresentava um índice de noventa por cento.

Ao terminar a década de 1980, esse índice tinha caído para 12%. A malária e as infecções parasitárias são endêmicas nas baixadas, sendo comum a ancilostomíase. Cerca de 75% dos hospitais concentram-se nas cidades e atendem a menos de um terço da população. Religião. Até 1853 o catolicismo foi a única religião permitida, e somente após a reforma constitucional de 1936 efetuou-se completa separação entre igreja e estado. Embora a lei proteja a liberdade de culto, a vida social é fortemente impregnada pela religiosidade tradicional e o clero exerce acentuada influência na sociedade e na política. O número de protestantes, judeus e muçulmanos, assim como os focos residuais das primitivas religiões ameríndias, são muito reduzidos.

Cultura

Literatura. Nos tempos de colônia, apesar da existência de duas universidades em Bogotá e da prosperidade econômica dos criollos, Nova Granada não conheceu um florescimento literário semelhante ao da Nova Espanha (México) ou do Peru. Nas últimas décadas antes da independência houve grande inquietação cultural, mas não grandes autores. Francisco José de Caldas, Antonio Nariño, Francisco Antonio Zea e Camilo Torres são lembrados mais como heróis da luta pela independência do que como cientistas ou literatos. A maior parte dos escritores do século XIX teve raízes mais locais do que nacionais e praticou com freqüência o costumbrismo, ou literatura de costumes. Jorge Isaacs publicou María, em 1867, um dos romances mais lidos na América espanhola.
No início do século XX destacou-se o poeta parnasiano Guillermo Valencia.

Em 1924 publicou-se La vorágine (A torrente), único romance de José Eustasio Rivera, precedente de um gênero tipicamente latino-americano que tomou impulso na segunda metade do século XX. A figura mais destacada da literatura colombiana é Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel em 1982 e autor de Cien años de soledad (1967; Cem anos de solidão). Sua influência foi dominante na literatura do país e de toda a América Latina. Com o realismo fantástico, causou uma renovação no romance colombiano.
Artes plásticas. O povo chibcha era o de cultura mais desenvolvida quando os conquistadores chegaram ao território colombiano. Distinguiram-se na ourivesaria com o emprego da chamada tumbaga, liga de ouro e cobre que podia conter também prata.

Domínio ainda maior da ourivesaria tiveram os povos quimbayá, do vale do Cauca. A arquitetura pré-colombiana não se desenvolveu em território colombiano como na América Central e no Peru. A misteriosa cultura de San Agustín, muito anterior à conquista, deixou vestígios notáveis.

A arte colonial está presente nas principais cidades colombianas e se destaca em edifícios históricos, igrejas e conventos de Bogotá. Cartagena possui notável bairro colonial, como o convento de Santo Domingo, a Casa da Inquisição e fortificações projetadas pelo italiano Bautista Antonelli.

A escultura, seguidora da escola sevilhana, tem um de seus exemplos no retábulo-mor da igreja de São Francisco de Bogotá, esculpido na primeira metade do século XVII por autor desconhecido.

A pintura colonial não brilhou tanto em Nova Granada como em Quito ou Cuzco, mas teve sua grande figura, no século XVII, em Gregorio Vázques de Arce y Ceballos, principal representante de um grupo de pintores muito influenciados por Zurbarán e Murillo. Na cidade de Tunga houve grande desenvolvimento da pintura mural nos séculos XVI e XVII.
A partir da década de 1920, a pintura colombiana, ainda então imobilizada pelo academicismo do século anterior, teve um despertar nacionalista, sob influência da pintura mexicana revolucionária. Na segunda metade do século XX, a arte tornou-se mais vinculada aos movimentos internacionais. Tornaram-se bem conhecidos artistas como Alejandro Obregón, Eduardo Ramírez Villamizar e Fernando Botero.


Música. A influência européia foi patente na música colombiana desde a época colonial, quando se destacaram o jesuíta italiano José Dadey, do século XVII, e Juan de Herrera y Chumacero, do XVIII. Enrique Price e José María Ponce de León, compositores do século XIX, foram precursores do nacionalismo musical que chegou a seu momento de apogeu com Guillermo Uribe Holguín, autor romântico de formação européia. Seus principais seguidores, no século seguinte, foram Jesús Bermúdez Silva, José Rozo Contreras, Antonio María Valencia e Carlos Posada Amador.

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