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Classificação dos blocos econômicos

Geografia

Os blocos econômicos são classificados em vários tipos diferentes, que variam conforme o nível de proximidade e a qualidade da integração entre seus países-membros.
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Um dos aspectos mais proeminentes do mundo globalizado e da atual ordem mundial é a formação dos acordos regionais, mais conhecidos como blocos econômicos, que, ao invés de se estabelecerem como um contraponto à integração mundial da globalização, atuaram no sentido de intensificá-la. Hoje em dia, existem diferentes tipos de blocos econômicos que se organizam em diferentes denominações e níveis de integração entre os seus países-membros.

Dessa forma, como existem diferentes objetivos e distintos níveis de avanço em termos econômicos entre os acordos regionais, adota-se uma classificação dos blocos econômicos a fim de melhor estudá-los. Sendo assim, eles são postos em uma hierarquia que vai desde a zona de preferências tarifárias até uma união econômica e monetária. Confira:

Zona de preferências tarifárias: é um passo inicial de integração entre os países, de forma que esses adotam apenas algumas tarifas preferenciais envolvendo alguns produtos, tornando-os mais baratos em relação a países não participantes do bloco.

Exemplo: ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).

Zona de livre comércio: consiste na eliminação ou diminuição significativa das tarifas alfandegárias dos produtos comercializados entre os países-membros. Assim como o tipo anterior, trata-se de um acordo meramente comercial.

Exemplos: NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), CAN (Comunidade Andina), entre outros.

União Aduaneira: trata-se de uma zona de livre comércio que também adotou uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é uma tarifa que visa taxar os produtos advindos de países não membros dos blocos. Dessa forma, além de reduzir o preço dos produtos comercializados entre os países-membros, a União Aduaneira ainda torna os produtos de países externos ao bloco ainda mais caros.

Exemplo: Mercosul (Mercado Comum do Sul). A TEC, nesse caso, é adotada apenas entre os seus membros efetivos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela).

Mercado Comum: é um bloco econômico que conta com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho, tornando as fronteiras entre os seus membros quase que inexistentes em termos comerciais e de mobilidade populacional.

União Política e Monetária: consiste em um mercado comum que ampliou ainda mais o seu nível de integração, que passa a alcançar também o campo monetário. Adota-se, então, uma moeda comum que substitui as moedas locais ou passa a valer comercialmente em todos os países-membros. Também é criado um Banco Central do bloco, que passa a adotar uma política econômica comum para todos os integrantes.

O único exemplo de mercado comum e, ao mesmo tempo, de união política e monetária é a União Europeia, que é hoje considerada o mais importante bloco econômico da atualidade em razão do seu avançado nível de integração. Em muitos casos, essa integração alcança até mesmo as decisões políticas que eventualmente são tomadas em conjunto pelos países-membros.


Por Me. Rodolfo Alves Pena

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. "Classificação dos blocos econômicos"; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/geografia/classificacao-dos-blocos-economicos.htm>. Acesso em 04 de novembro de 2015.

DEIXE SEU COMENTÁRIO
  • Jonas Correaquarta-feira | 05/08/2015 22:07Hs
    Amigos do Brasil Escola, o Mercosul não já teria avançado de União Aduaneira para Mercado Comum?
    • Rodolfo F. Alves Penaquinta-feira | 06/08/2015 07:09Hs
      Olá, Jonas. Ainda não, pois o Mercosul não apresenta uma livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho. O nosso bloco se limita ao emprego da Tarifa Externa Comum entre os membros efetivos e à redução de algumas tarifas alfandegárias. Para promover um mercado comum, além de uma maior integração comercial entre os países, seria necessário que existisse uma infraestrutura logística adequada entre os países-membros, o que está longe de se concretizar.
      Equipe Brasil Escola
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  • Fabio Lisboa de Jesusquinta-feira | 23/07/2015 16:35Hs
    Será que vcs podem informar o ano que essa materia foi postada? Tô precisando p referenciar meu trabalho kkk
    • Dalila Rodrigues Matiassexta-feira | 31/07/2015 16:35Hs
      Olá Fabio. O presente artigo foi publicado em 2015.
      Equipe Brasil Escola
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