O índio e o negro praticamente desapareceram. Embora o elemento mestiço seja substancial nas províncias contíguas ao Chile, Bolívia e Paraguai, e haja comunidades de índios puros no noroeste do país, os centros populosos da Argentina, e em particular a capital, tornaram-se quase cem por cento brancos. No fim do século XX, o território argentino abrigava pouco mais de cem mil indígenas.
Economia
A falta de uma sólida infra-estrutura industrial, a escassez de capitais, a exportação fundamentada no setor primário, os conflitos sociais e trabalhistas e a instabilidade política foram alguns dos empecilhos à prosperidade de um país que, se não é subdesenvolvido, apresenta aspectos próprios das economias do Terceiro Mundo.
Na segunda metade do século XIX, a Argentina registrou rápido desenvolvimento econômico, com a colonização do Pampa e o início das exportações.
Todavia, a distribuição das terras entre grandes latifundiários e pequenos proprietários e a ausência de uma autêntica classe média agrária cercearam a renovação técnica da lavoura. A economia argentina tendia à estagnação e a uma excessiva dependência das flutuações do mercado internacional. Essas deficiências estruturais ficaram patentes a partir de 1930, quando os mercados americano e europeu se fecharam aos produtos agropecuários.
A estagnação econômica aprofundou-se depois da segunda guerra mundial, apesar dos esforços do governo para industrializar o país e minorar os efeitos da inflação crescente. A crise de 1958, a seca de 1962 e a alta nos preços do petróleo na década de 1970 agravaram ainda mais os problemas econômicos da nação. Houve tentativas para resolvê-los com planos de desenvolvimento agrícola e industrial, cujo êxito nem sempre foi o desejado. A exploração das jazidas petrolíferas a partir de 1967, o aumento na produção de energia hidrelétrica e a ampliação e aperfeiçoamento dos sistemas de irrigação foram algumas das principais conquistas da Argentina no plano econômico, na segunda metade do século XX.
Agricultura e pecuária. Com seus diferentes solos e condições climáticas, a Argentina pôde diversificar sua produção agrícola em culturas intensivas e adequadas às características de cada região. A meta principal tem sido a dos cereais. Faz-se ótima rotação, nos Pampas, de trigo e milho com linho e alfafa. Cultivam-se também o centeio, a cevada, a aveia e, na Mesopotâmia, o arroz.
Nas províncias de San Juan e Mendoza, cujos vales foram contemplados com expressivas obras de irrigação, desenvolveu-se variada fruticultura, que incluem vinhedos, olivais e diversas espécies cítricas, como o limão, a laranja e a toranja (grapefruit).
Concentram-se nessas terras os melhores produtores de vinho, que o exportam para muitos países. Outras províncias em que se plantam frutas são Catamarca, La Rioja e Río Negro. Em Misiones, as plantações são de chá e erva-mate, de alto consumo interno. A cana-de-açúcar, primordial na indústria de alimentos, é cultivada principalmente em Tucumán e, em proporções menores, nas províncias de Salta, Jujuy e Chaco. Nesta última também se tornam importantes outras culturas de notável valor industrial como a das sementes oleaginosas (soja, sorgo, girassol e linhaça) e a de fibras têxteis, especialmente linho e algodão, devendo-se ainda lembrar o tabaco, plantado também em Salta e Misiones. Por muito tempo à pecuária foi a maior, se não única, riqueza dos argentinos. No século XVII constituía uma criação de subsistência e só se comercializava o couro.
Quando se inventou e se começou a usar a técnica do charque, em meados do século XVIII, o país passou a exportar carne. No fim do século XIX, a seleção de espécies bovinas, o emprego de grandes frigoríficos e a ligação ferroviária dos centros criadores com os portos de Buenos Aires, Rosario e Bahia Blanca tornaram possível a exportação de carne bovina em grande quantidade, inclusive para os Estados Unidos e Reino Unido. O mercado interno foi importante desde o início, pois a carne é tradicionalmente um dos componentes principais da alimentação argentina.
Embora disponha de matas que comportam, sem agressão ecológica, uma exploração equilibrada e potencialmente rentável, a Argentina ainda não desenvolveu a silvicultura, em grande parte devido à distância das fontes de matéria-prima em relação aos grandes centros.
Na província de Misiones, o pinheiro, o cedro e o pau-rosa vêm sendo aproveitados no fabrico de celulose. Em Santiago del Estero, do quebracho se extrai madeira dura e tanino. Nas montanhas da Patagônia, o pinheiro e o lariço têm crescente utilização econômica.
A atividade pesqueira, de enorme potencial nas costas da Patagônia, é dificultada pela falta de mão-de-obra e de portos nessa região. Os hábitos alimentares da maior parte da população excluem quase completamente o consumo de pescado.
Minas e energia. A Argentina é rica em recursos minerais, que permanecem em grande parte inexplorados por falta de uma relação adequada entre as riquezas naturais e os meios dedicados a seu aproveitamento. O noroeste é a região em que se acham os centros de mineração mais importantes. Ali se extraem chumbo, estanho, zinco, ouro, prata, cobre, ferro, bismuto, tungstênio, volfrânio, manganês, amianto, além de gesso e sal. Entre os minerais não-metálicos, sabe-se de valiosos depósitos de cobalto, enxofre, tântalo e urânio. Há também importantes concentrações de ferro em Río Negro e outros pontos da Patagônia.
Com parcas jazidas de carvão no extremo sul de seu território, a Argentina, desde o princípio do século, teve bons resultados na extração de petróleo e gás natural. Seus lençóis de maior produtividade e potencial localizam-se nas províncias de Chubut (especialmente em Comodoro Rivadavia), Santa Cruz, Río Negro, Neuquén e Salta. A estatal do setor, Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), assumiu em 1922 o controle da produção do petróleo e de sua importação. Na década de 1980, o petróleo e seus derivados constituíam dez por cento das importações argentinas, embora durante esse período o crescimento da produção nacional caminhasse rapidamente para a auto-suficiência. Aumento ainda mais auspicioso vinha tendo a extração de gás natural, de procura cada vez maior na expansão do parque industrial e das comunidades urbanas. As jazidas de gás se acham junto aos lençóis petrolíferos e modernos gasodutos fazem sua ligação com Buenos Aires e Bahía Blanca.
Os rios que descem da fronteira oeste e grande extensão dos que cortam o nordeste argentino -- basicamente as bacias do Paraná e Uruguai -- encerram alto potencial hidrelétrico. As usinas existentes foram construídas na serra de Córdoba, no rio Uruguai e no Río Negro. Havia imensas represas em construção, em particular a da hidrelétrica de Yaceretá, em cooperação com o Paraguai, mas a maior parte da eletricidade do país, no início da década de 1990, provinha de usinas termelétricas. Nessa mesma época, a Argentina dispunha das maiores instalações de energia atômica da América Latina, na usina de Atucha.
Indústria. Apesar dos problemas estruturais de sua economia, a Argentina destacou-se como um dos países mais industrializados da América do Sul, com grande potencial de desenvolvimento. Nas duas últimas décadas do século XIX, surgiram as primeiras fábricas, voltadas para o beneficiamento de produtos agropecuários destinados à exportação. Além disso, começou a construção das principais estradas de ferro e das instalações portuárias de Buenos Aires e de outras cidades do litoral atlântico.
Durante a primeira guerra mundial, enquanto a exportação de alimentos recebia novo impulso, a importação de manufaturados foi praticamente suspensa.
Como no caso do Brasil, o fato representou poderoso estímulo para a expansão industrial, já que foi preciso substituir os bens de consumo até então importados por similares produzidos internamente. O processo encontrou graves obstáculos na crise de 1929, que afetou todo o mercado mundial e deu origem a um difícil período de estagnação da economia argentina por toda a década de 1930 até a segunda guerra mundial, que levou a um novo surto de exportação de alimentos e de industrialização.
No início da década de 1990, a indústria argentina de transformação, sobretudo alimentícia e têxtil, abrangia uma vasta relação de produtos, entre os quais se destacavam, pela quantidade e qualidade, açúcar, conservas de origem vegetal e animal, azeite de oliva, óleos vegetais, cerveja, vinho, álcool, fibras de algodão, lã e sintéticos.
Apesar do modesto desempenho das indústrias siderúrgica e metalúrgica argentinas, não diminuiu nos últimos anos a capacidade de produção das montadoras de automóveis, tratores e mesmo, em escala menor, veículos militares e aviões.
Os maiores centros industriais, além de Buenos Aires, são Córdoba, Tucumán, Rosario, Mendoza, Salta e Jujuy. Um setor que tomou forte impulso graças à produção petrolífera nacional foi o da indústria química, representado por numerosas fábricas de medicamentos, fertilizantes, colas, ácido sulfúrico, metanol, etileno, propileno, soda cáustica e pneus. Também não podem ser esquecidos dois outros itens de expressão considerável, o cimento e o papel.
Comércio, turismo, finanças. As exportações argentinas são constituídas, fundamentalmente, de produtos agropecuários (cereais, frutas, verdura, forragem, óleos vegetais, manteiga, carne e derivados, couro e peles), mas na segunda metade do século XX observou-se uma crescente participação da indústria nessa atividade, particularmente no que diz respeito aos derivados de petróleo. Em contrapartida, o país tem uma pauta de importações que prioriza o próprio petróleo com que ainda complementa sua produção, matérias-primas industriais, produtos químicos, máquinas e veículos de transporte. Os parceiros mais importantes do comércio exterior argentino são a Comunidade Européia (CE), a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), os Estados Unidos e a Comunidade de Estados Independentes (CEI).
A Argentina tem bancos estatais e particulares, um grande número de estabelecimentos cuja atividade se exerce sob controle do Banco Central, que também preserva as divisas estrangeiras e o lastro de ouro, além de emitir a moeda. Da década de 1960 em diante, o país enfrentou o aumento da inflação, que chegou a ultrapassar a marca dos mil por cento. Após um período de contínua desvalorização da moeda, o governo argentino criou o peso novo em 1970, equivalente a cem pesos antigos. Em 1983 houve outro ajuste monetário e um novo peso foi lançado, valendo dez mil do anterior. Em 1985 outro acerto se tornou premente e deu-se à moeda o nome de austral, com o valor de mil novos pesos. Dessa fase até o início da década de 1990 houve um período de relativa estabilidade, com a adição de programas econômicos de controle da inflação e de saneamento das finanças do estado. Em abril de 1991, a lei de livre conversibilidade da moeda dolarizou a economia argentina, que experimentou a partir de então um significativo decréscimo do processo inflacionário.
Sua intensidade ao longo de muitos anos, todavia, fez crescer e agravar-se outro pesado ônus da economia nacional: a dívida externa, uma das maiores do continente.
Transportes e comunicações. A hipertrofia urbana e a enorme centralização da metrópole portenha exerceram influência determinante no traçado original do sistema viário argentino, um dos mais extensos da América Latina. Em função do desenvolvimento agropecuário nos Pampas e no Chaco, essas regiões tiveram o privilégio de ótima comunicação com a capital federal, em detrimento de muitas paragens do sul ou dos Andes, que se mantiveram ilhadas.
As estradas de ferro começaram a ser implantadas no país em pleno século XIX, com capital e técnica estrangeiros, especialmente ingleses e franceses. A partir de 1947, o estado tornou-se responsável pela propriedade e conservação de toda a rede que chegava à década de 1990, a 35.000km, mais do que em qualquer outro país latino-americano, com destaque para a estrada de ferro que ligava Buenos Aires a Valparaíso, no Chile, através dos Andes.
A partir da segunda metade do século XX, com a produção automobilística, as estradas de rodagem aumentaram em quantidade e volume de tráfego, embora a rede ferroviária continuasse a ser utilizada para aproximadamente a metade do transporte de carga. Rodovias de primeira classe vão de Buenos Aires a Rosario, Córdoba, Tucumán, Bahía Blanca e Neuquén. A Argentina também se liga aos países limítrofes e ao resto do continente pela rodovia Pan-Americana.
A Argentina tem em Buenos Aires seu mais importante porto internacional e de cabotagem -- por mar e pelos rios --, vindo em seguida La Plata e Bahía Blanca.
A navegação fluvial estende-se a mais de três mil quilômetros de distância do mar, pelos rios Paraná, Paraguai, Uruguai e Negro, sendo seus respectivos portos principais Rosario, Santa Fe, Concepción, Formosa e Neuquén.
O transporte aéreo, de importância crescente, está a cargo de várias companhias nacionais (especialmente as Aerolíneas Argentinas) e estrangeiras. Os principais aeroportos internacionais são o de Ezeiza, a quarenta quilômetros de Buenos Aires, e o Aeroparque, no centro da capital.
A Argentina possui uma das mais extensas redes de telefonia da América Latina, a maior parte instalada em Buenos Aires. A Empresa Nacional de Telecomunicações realiza os serviços de comunicação internacional por satélite e é responsável pela renovação das redes de telegrafia e radiotelegrafia.
História
Desde os começos da ocupação de seu território, em que o próprio pioneirismo parecia pautado por objetivos e atitudes conflitantes, a Argentina sempre viveu sua história com luta e inquietação, rivalidades regionais, divergência entre classes e facções. No meio dessas chamas politizou-se, adquiriu vigorosa combatividade social e perfil inconfundível como nação, mas até hoje tem problemas para se integrar em torno de uma perspectiva segura e de decidido projeto nacional.
Descobrimento e colonização. É difícil afirmar qual o primeiro navegador que pisou em terras argentinas. Pode ter sido o florentino Américo Vespúcio e podem ter sido portugueses. Foi em nome da coroa espanhola, porém, que se fez a comunicação oficial do descobrimento, sob a responsabilidade de Juan Díaz de Solís, que desembarcou (1516) em Candelaria (hoje Maldonado), descobrindo o mar Dulce ou de Solís, mais tarde rio da Prata. O navegador pereceu pouco depois com quase todos os seus homens, atacado -- e provavelmente devorado -- por guaranis. Uns poucos remanescentes chegaram ao Brasil, contando fantásticas histórias sobre o império de um rei branco onde haveria uma montanha repleta de prata.
O relato, que lhe teria chegado pelos índios, por certo se referia aos incas, então ainda não conquistados. Para portugueses e espanhóis, o portal daquele prodígio devia ser o "río de la Plata".
O território argentino, nessa época, era habitado por diversos povos indígenas, somando uma população que beiraria os 300.000. Os espanhóis tentaram utilizá-los como mão-de-obra, o que só chegou a dar certo com os que já se dedicavam à agricultura, no norte da Mesopotâmia e nas serras do noroeste. No entanto, no sul da Mesopotâmia, no Chaco, nos Pampas e na Patagônia, as tribos de caçadores mostraram-se hostis à colonização, opondo-lhe constante resistência.
Seis anos depois de Fernão de Magalhães descobrir o estreito que tomou seu nome e liga os oceanos Atlântico e Pacífico, o genovês Sebastiano Caboto entrou no estuário do Prata, fundou a fortaleza de Sancti Spiritus e, embora não achasse prata, teve novas informações sobre um vasto império a noroeste da região. Foi o ponto de partida para o interesse do imperador espanhol Carlos V, que confiou a colonização do território a Pedro de Mendoza. Este, em 3 de fevereiro de 1536, fundou o forte de Nuestra Señora Santa María del Buen Aire, núcleo inicial da cidade de Buenos Aires, logo abandonado (1541) aos índios que o atacavam. No ano seguinte seria fundada a cidade de Assunção (mais tarde capital do Paraguai), a partir da qual as terras argentinas passaram a ser colonizadas.
Com a conquista do império inca, as atividades econômicas da bacia do rio da Prata passaram à função de abastecer os trabalhadores da mineração no vice-reinado do Peru. Juan de Garay fundou Buenos Aires pela segunda vez em 1580, enquanto surgiam outros centros urbanos na rota para Assunção: Santiago del Estero (1553), Mendoza e San Juan (1562), Tucumán (1565), Córdoba e Santa Fe (1573), Salta (1582), Corrientes e Paraná (1588) e La Rioja (1591). A divisão e administração da terra sob o regime das encomiendas não deu bons resultados por falta de mão-de-obra habituada ao trabalho agrícola. A principal atividade econômica passou a ser a vaquejada, ou caça de gado selvagem, praticada pelos gaúchos (mestiços de espanhol e índio, nesses tempos de rara imigração). Os missionários jesuítas, a partir de 1585 e particularmente na província de Misiones, lançaram as bases da educação nacional.
O vice-reino do Peru em 1617 dividiu o governo do Paraguai e Rio da Prata em duas províncias -- de que Asunción e Buenos Aires se tornaram as capitais --, enquanto a de Tucumán viu-se palco de um choque permanente dos colonizadores (vindos do Chile e Peru) com os índios da região, a duras penas subjugados. Em 1776, do largo território que compreendia a atual Argentina, o Paraguai, o Uruguai e o sul da Bolívia, fez-se um vice-reino à parte, tendo Buenos Aires como capital. Foi seu primeiro grande impulso.
Com a legislação do Comércio Livre da Espanha e Índias (1778), a cidade passou a ter enorme movimento como porto, em negócios -- principalmente de couro -- com o Brasil, a Grã-Bretanha e a França. As vantagens assim auferidas pelo entreposto portenho alimentaram a rivalidade de outros pontos e províncias da futura nação.
Independência e unidade. Estimulados pela recente aliança franco-espanhola, os ingleses em 1806 tomaram Buenos Aires. A cidade foi reconquistada pelas tropas de Santiago Liniers, mas diante da evidente insuficiência das forças espanholas para defendê-la, seus moradores organizaram-se em milícias.
Sob influência da revolução francesa, uma burguesia urbana esclarecida derrubou o vice-rei Rafael de Sobremonte, colocando Liniers em seu lugar. Era o tempo das guerras napoleônicas; Espanha e Portugal foram ocupados. Em Buenos Aires, a hora era propícia à "revolución de mayo": em 25 de maio, uma assembléia de notáveis (a que pertenciam Manuel Belgrano e Mariano Moreno) depôs o vice-rei, que na época era Baltasar Hidalgo de Cisneros, e elegeu presidente o tenente-coronel Cornelio Saavedra.
Não houve, ainda, declaração de independência. Esperava-se a normalização da situação na Espanha, com a restauração de Fernando VII. Entrementes, o país se dividia. A junta derrotou os insubordinados de Córdoba e do Alto Perú, mas encontrou dificuldades com o Paraguai e a Banda Oriental (mais tarde Uruguai), onde o patriota José Gervasio Artigas batia-se bravamente.
A parte boliviana foi retomada (1811) pelo vice-reino do Peru. Os anos seguintes foram difíceis, mas produtivos. Desentendiam-se federalistas e unitários, revolucionários e moderados, republicanos e realistas. Uma Assembléia Constituinte (1813) reconheceu a liberdade dos nascidos escravos, extinguiu os tributos pagos pelos índios, acabou com os títulos de nobreza, liberou a exportação de cereais, instituiu o escudo e o hino nacional e escolheu como bandeira a que Manuel Belgrano criara um ano atrás. Em 1814, Fernando VII restaurou a monarquia. Após algumas dissensões e obstáculos, o congresso reunido em Tucumán a 9 de julho de 1816 proclamou a independência das Províncias Unidas do Rio da Prata.
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