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A independência de Kosovo


Reunião entre sérvios e albaneses.

No dia 17 de fevereiro de 2008, às 15h00min do horário local na capital de Kosovo, por meio de uma assembléia liderada pelo Primeiro Ministro Hashem Thaci foram votadas e aprovadas a independência de Kosovo, ao final da seção o resultado foi: 109 votos a favor e 11 deputados que não compareceram por pertencer a grupos simpatizantes sérvios, desse modo contrários ao processo.

Para alcançar a independência foram necessários vários anos, a luta para consolidação dessa autonomia teve início em 1991, com a extinção da Iugoslávia. A iniciativa de promover a autonomia desse território provavelmente ocasionará reflexos diretos aos países vizinhos que compõe a região dos Bálcãs.

A divergência entre os acordos para efetivar a independência e a própria busca pela mesma é oriunda das disparidades étnicas dispersas ao longo do território, e em toda extensão das ex-Repúblicas da URSS. A partir dessa afirmação é possível identificar os confrontos étnicos através da configuração da população do território de Kosovo, atualmente o contingente populacional é de 2 milhões de pessoas, cerca de 90% são de origem albanesa, além disso, existem aproximadamente 120 mil pessoas de etnia sérvia, isso após pelo menos 200 mil terem saído de Kosovo em quase uma década, uma vez que foram forçados pelos extremistas albaneses. Os sérvios que ainda residem na província se encontram no norte, próximo ao território sérvio, e também em enclaves do centro e do sul.

Com a guerra de Kosovo, desde 1999 a província estava sendo controlada e administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas), a intervenção no território foi promovida pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Apesar de todas as barreiras e oposições, vários países, alguns deles bastante expressivos, apoiaram e concederam o reconhecimento.

Opositores da independência de Kosovo

Um dos principais opositores do processo é a Sérvia seguida pela Rússia, além da Bósnia-Herzegovina e Montenegro.

O líder russo, Vladimir Putin, afirmou que o reconhecimento da independência de Kosovo é um ato ilegal e imoral.

Países como Espanha, Grécia, Chipre, Romênia, Bulgária e Eslováquia não vêem esse fato com bons olhos, uma vez que em seus territórios existem minorias nacionais e que, com o exemplo de Kosovo, pode se expandir para outros lugares, inclusive em seus próprios territórios, como na Espanha o povo basco.

O reconhecimento Internacional

Os Estados Unidos se colocaram a favor do processo de independência de Kosovo, dessa forma, a maior potência mundial reconheceu a província como um Estado soberano, essa declaração foi feita pela Secretária de Estado americana Condoleezza Rice, além do presidente George W. Bush, que demonstrou apoio a essa questão.

A Grã-Bretanha se mostrou disposta a disponibilizar apoio político e militar, caso seja necessário, a UE (União Européia) liberou uma missão nomeada de Estado de direito para auxiliar na fase de transição, embora existam dúvidas entre os 27 componentes do bloco acerca da aceitação ou não da soberania de Kosovo.

Após a consolidação desse processo, resta saber a que fim isso vai levar, pois se trata de uma questão polêmica e difícil de resolver por envolver várias etnias e religiões e distintos países.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Geografia Geral - Geografia - Brasil Escola

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