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Perda auditiva induzida por ruído (PAIR)

Fonoaudiologia

A perda auditiva induzida por ruído uma vez instalada no indivíduo não tem cura, o que pode ser evitado é que a doença evolua. A PAIR tem vários agentes causadores, como o ruído industrial, produtos químicos (solventes, metais, asfixiantes entre outros).
Segundo estudiosos, a PAIR surgiu há muitos anos em decorrência de fatos históricos, por exemplo, na Idade Média na China, a descoberta da pólvora e sua utilização provocaram a PAIR em várias pessoas, bem como a surdez dos ferroviários e tecelões na época da Revolução Industrial.

As principais características da PAIR são:
• Apresenta perda neurossensorial irreversível, com predominância coclear;
• Exposição prolongada a níveis de ruídos superiores a 85 dB (8 horas);
• Perda gradual ao longo de 6 a 10 anos;
• Inicia-se nas freqüências altas;
• Estabiliza quando pára a exposição ao ruído.

O ruído provoca diversas alterações auditivas. Observe:
• Trauma acústico
• PAIR
• TTS (perda auditiva temporária e desvio temporário dos limiares)
• PTS (desvio permanente dos limiares)

A PAIR apresenta diversos sinais e sintomas:
• Auditivos (perda auditiva, zumbido e dificuldade de discriminação do som);
• Transtornos Auditivos (Comportamentais, Cardiovasculares, Digestivos, Vestibulares, Neurológicos e de Comunicação).
Para obter uma avaliação diagnóstica correta, sugere-se que seja feito alguns procedimentos como:
Anamnese detalhada

• História do Trabalho;
• História da família;
• Queixas como zumbidos entre outros;
• Uso prévio de ototóxicos, etc.

Exames
• Otoscopia;
• Audiometria Tonal e Vocal;
• Impedanciometria;
• Potenciais evocados: BERA e EOA.

Preparo para os exames
• Repouso acústico antes da jornada de trabalho ou 14 a 16 horas após.

Prevenção

O ideal é que todas as pessoas busquem a prevenção da PAIR, podendo ser realizada através dos Programas de Conservação Auditiva (PCA) que inclui o equipamento de proteção individual e o protetor auditivo. Ressalta-se que ao escolher os tipos e modelos de protetores alguns aspectos devem ser levados em conta como:
• Grau de conforto proporcionado pelo equipamento;
• Facilidade de colocação, manuseio e manutenção;
• Capacidade de atenuação do ruído;
• Vida útil;
• Custo do produto.

Por Elen Cristine Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonoaudiologia - Brasil Escola

DEIXE SEU COMENTÁRIO
  • Halley Rosasexta-feira | 20/02/2015 16:36Hs
    Imagem de um EPI e Protetor Auditivo.
  • Jhonatan André Davila Lopes Margotiterça-feira | 28/10/2014 13:55Hs
    Boa tarde, gostaria de saber mais sobre a pair pois trabalho com sonorização de eventos e aos finais de semana tenho exposição a ruídos autos em um prazo de 5 a 9 horas e quero saber como devo proceder para prevenir a pair. Pois é inevitável minha exposição aos ruídos e em situações diversas as vezes muito perto das caixas de som.
  • Edneidasábado | 25/10/2014 21:58Hs
    Gostei muito, uma linguagem bem fácil de entender e proveitos no aprendizado. Valeu!!
  • EDLAINYsexta-feira | 25/07/2014 00:43Hs
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