Como os líquidos não apresentam forma própria, só tem significado o estudo de sua dilatação volumétrica. Ao estudar a dilatação dos líquidos tem de se levar em conta a dilatação do recipiente sólido que o contém.
De maneira geral, os líquidos dilatam-se sempre mais que os sólidos ao serem igualmente aquecidos.
No aquecimento de um líquido contido num recipiente, o líquido irá, ao dilatar-se juntamente com o recipiente, ocupar parte da dilatação sofrida pelo recipiente, além de mostrar uma dilatação própria, chamada dilatação aparente.
A dilatação aparente é aquela diretamente observada e a dilatação real é aquela que o líquido sofre realmente.
Consideremos um recipiente totalmente cheio de um líquido à temperatura inicial t i .
Aumentando a temperatura do conjunto (recipiente + líquido) até uma temperatura t f , nota-se um extravasamento do líquido, pois este se dilata mais que o recipiente.
A dilatação aparente do líquido é igual ao volume que foi extravasado.
A dilatação real do líquido é dada pela soma da dilatação aparente do líquido e da dilatação volumétrica sofrida pelo recipiente.


Exemplo:
Um recipiente de vidro contém 400cm 3 de mercúrio a 20ºC. Determinar a dilatação real e a aparente do mercúrio quando a temperatura for 35ºC.
Dados g Hg = 0,00018ºC -1 e g vidro = 0,00003ºC -1 .
Resolução:
Cálculo da dilatação real do mercúrio:
Cálculo da dilatação aparente do mercúrio:
Resposta:
A dilatação real é igual a 1,08cm 3 e a aparente é igual a 0,9cm 3 .
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