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Leucemia

Doenças e patologias

A leucemia é um tipo de câncer que acomete os glóbulos brancos produzidos pela medula óssea. Pode ser mieloide ou linfoide e se apresentar de forma aguda ou crônica.
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A medula óssea é um tecido líquido gelatinoso encontrado no interior dos ossos, principalmente esterno e bacia, conhecido por alguns como tutano. É na medula óssea que ocorre a produção de hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas, constituintes do sangue. As hemácias são as responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões até os órgãos e tecidos, e o gás carbônico dos órgãos e tecidos até os pulmões. Os leucócitos são importantes “soldados” do nosso sistema imunológico, nos protegendo de infecções, e as plaquetas auxiliam no processo de coagulação sanguínea.

A leucemia é um câncer que atinge os leucócitos produzidos pela medula óssea. É uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de leucócitos anormais na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção de hemácias, leucócitos e plaquetas. Essas células anormais, chamadas de células leucêmicas ou células cancerosas, podem invadir outros órgãos, como fígado, baço, linfonodos, rins e cérebro. A leucemia é classificada de acordo com o tipo de leucócitos que afetam, e por isso são chamadas de leucemia linfocítica, linfoblástica, ou linfoide, quando atinge os linfócitos; e leucemia mieloide, quando atinge os mielócitos.  Além disso, pode se apresentar de duas formas, aguda e crônica. Na forma aguda, as células são imaturas, não desempenham seu papel como deveriam e se reproduzem aceleradamente; enquanto que na forma crônica, as células são maduras, e podem manter algumas de suas funções, além de se reproduzirem de forma lenta.

A leucemia linfoide aguda é mais comum em crianças, mas pode atingir pessoas com idade acima de 65 anos, enquanto que a leucemia mieloide aguda é mais comum em adultos. A leucemia linfoide crônica geralmente afeta adultos com idade acima de 55 anos e raramente acomete crianças, sendo que a leucemia mieloide crônica afeta principalmente adultos.

Ainda não se sabe ao certo qual a real causa da leucemia, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais podem interferir no aparecimento desse tipo de câncer. Assim como os outros tipos de canceres, a leucemia é resultado de mutações no DNA, que podem se dar espontaneamente ou por exposição à radiação e substâncias cancerígenas. Alguns especialistas associam alguns tipos de vírus com o aparecimento da leucemia, assim como a anemia de Fanconi também pode ser fator de risco para o aparecimento desse tipo de câncer.

Como a medula óssea deixa de produzir quantidade suficiente de células sanguíneas normais, os primeiros sintomas são falta de ar, fraqueza e anemia, em razão da falta de hemácias no sangue; infecção e febre, pela baixa quantidade de leucócitos; sangramentos que podem ser nasais, nas gengivas, ou manchas roxas na pele em face da quantidade excessivamente baixa de plaquetas no sangue. Outros sintomas também podem se manifestar, como perda do apetite, perda de peso, aumento dos gânglios linfáticos, aumento do fígado e baço, calafrios e dores nas articulações. Dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e irritabilidade podem ser sintomas de que células cancerosas migraram para o sistema nervoso central.

O diagnóstico da leucemia é feito baseando-se no histórico do paciente e através de vários exames como hemograma completo, tomografia computadorizada, raios-X, biópsia da medula óssea, ou biópsia de um gânglio linfático. Há casos em que é necessário fazer punção do líquido presente na medula espinhal.

Para todos os tipos de leucemia, a quimioterapia (destruição das células malignas) é indicada. Em alguns pacientes é necessária a transfusão de eritrócitos para tratar a anemia, plaquetas para tratar os sangramentos e antibióticos para tratar as infecções. A associação de vários medicamentos (poliquimioterapia), controle das complicações infeciosas e hemorrágicas e prevenção do controle da doença no sistema nervoso central(cérebro e medula espinhal) têm sido usado em alguns pacientes com bons resultados. Há casos em que é necessário o transplante de medula óssea, radioterapia ou imunoterapia.


Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

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