Não é preciso ir longe para saber da importância das instituições homenageadas neste dia. Os hospitais, em meio a uma rotina repleta de agitações, salvam vidas, e por isso são alento para tantas pessoas.
Apesar do importante papel social dos hospitais, a realidade do sistema hospitalar brasileiro não é das melhores, principalmente levando-se em consideração os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Teoricamente, segundo a Constituição Brasileira, a "saúde é direito de todos e dever do Estado", garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde.
O que se verifica, na prática, é a precariedade dos leitos, a falta de profissionais (ou pior: a presença de profissionais mal pagos e desestimulados) e a escassez de verbas destinadas à manutenção em geral dos hospitais brasileiros.
Essa é a realidade da rede pública de saúde. Mas engana-se quem pensa que a rede privada está a salvo de um quadro penoso: sucumbem sob tributos, taxas e tarifas públicas, dissídios de funcionários, reajustes nos preços de materiais e insumos, dolarização dos preços de equipamentos, aporte de investimento em novas tecnologias, pagamento aos fornecedores com o tempo inferior ao recebimento pelos serviços prestados. Não há qualquer política voltada aos hospitais privados no SUS.
Autor: Juscelino Tanaka
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