Desde a Declaração de Salamanca, no encontro mundial de educadores na Espanha, em 1994, a inclusão de alunos portadores de deficiência visual em salas de aula regulares começou a fazer parte da pauta internacional dos profissionais da educação. Muitas vezes, os livros não são escritos em braile, o que pode dificultar o aprendizado.
Mas as dificuldades do deficiente visual não se limitam ao momento de aprendizagem.
O simples fato de ir ao banco para retirar dinheiro pode ser um grande problema pois nem sempre os caixas-eletrônicos são adaptados. Ajudar as pessoas que tem essa limitação visual é um ato de carinho, mas não se deve tratar o cego como alguém incapaz. Muitas vezes, as pessoas sentem pena ou até mesmo conversam em voz alta, como se o cego também fosse surdo ou incapaz de entender o que foi dito. São comuns também situações em que as pessoas se dirigem ao guia do deficiente para tratar de qualquer assunto, como se o cego não fosse hábil para entender.
O Instituto Benjamin Constant (IBC) é um órgão do Ministério da Educação do Governo do Brasil, que tem suas ações destinadas às questões relacionadas à Deficiência Visual. Fundado em 1854, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos, o IBC foi a primeira instituição de educação especial da América Latina, e hoje possui atividades voltadas para o atendimento das necessidades acadêmicas, reabilitacionais, médicas, profissionais, culturais, esportivas e de lazer da pessoa cega e portadora de visão subnormal.
Autor: Juscelino Tanaka
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