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Patrimônio Histórico Cultural

O reconhecimento do patrimônio histórico abarca os mais variados elementos da cultura.
Essa última noção de patrimônio passou a ganhar força no século XIX, logo que a Revolução Francesa salientou a necessidade de eleger monumentos que pudessem refutar o esquecimento do passado. Nesse período, levando-se em conta a noções historiográficas da época, os monumentos deveriam expressar os fatos de natureza singular e grandiosa. Sendo assim, a preservação do passado colocava-se presa a uma noção de “melhoria”, “evolução” e “progresso”.
Além dessas primeiras noções, o conceito de patrimônio também estava articulado a um leque de valores artísticos e estéticos. Preso ainda à construção de monumentos e esculturas, o patrimônio deveria carregar em seu bojo a tradicional obrigação que a arte tinha em despertar o senso de beleza e harmonia entre seus expectadores. Com isso, as produções artísticas e culturais que poderiam evocar a identidade e o passado das classes populares, ficavam plenamente excluídas em tal perspectiva.
Avançando pelo século XX, observamos que as noções sobre o espaço urbano, a cultura e o passado, foram ganhando outras feições que interferiram diretamente na visão sobre aquilo que pode ser considerado patrimônio. Sobre tal mudança, podemos destacar que a pretensa capacidade do patrimônio em reforçar um passado e uma série de valores comuns, acabou englobando outras possibilidades que superaram relativamente o interesse oficial do Estado e as regras impostas pela cultura erudita.
A conceituação atual do patrimônio acabou estabelecendo a existência de duas categorias distintas sobre o mesmo. Uma mais antiga e tradicional refere-se ao patrimônio material, que engloba construções, obeliscos, esculturas, acervos documentais e museológicos, e outros itens das belas-artes. Paralelamente, temos o chamado patrimônio imaterial, que abrange regiões, paisagens, comidas e bebidas típicas, danças, manifestações religiosas e festividades tradicionais.
Ainda hoje, vemos que os governos assumem o papel de preservar e determinar a construção dos patrimônios de uma sociedade. Uma gama de técnicos, acadêmicos e funcionários é destinada à função de preservar todos esses itens, que articulam e garantem o acesso às memórias e experiências de um povo. Com isso, podemos ver que o conhecimento do patrimônio abarca uma preocupação em democratizar os saberes e fortalecer a noção de cidadania.
Com a diversificação dos grupos que integram a sociedade, podemos ver que os patrimônios também incentivam o diálogo entre diferentes culturas. Não raro, todas as vezes que fazemos um passeio turístico, temos a oportunidade de contemplar e refletir mediante os objetos e manifestações que formam o patrimônio do lugar que visitamos. Nesse sentido, a observação dos patrimônios abre caminho para que tenhamos a oportunidade de nos reconhecer e reconhecer os outros.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
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Gostei muito..! O texto está completo, era simplismente tudo que eu precisava. Obrigado!
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Muito bom texto Rayner,haverá uma prova de conhecimentos gerais para avaliar candidatos à vagas de pesquisadores científicos no âmbito do Patrimônio Histórico,e sua pesquisa vem a esclarecer e apoiar aos interesados,como no meu caso. obrigado
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gostei muito do texto me ajudou muito
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Muito interessante. Penso que também é interessante observar e creditar que as comunidades tradicionais, povos e demais atores da sociedade civil também tem relevante parcela de contribuição na preservação e salvaguarda do patrimônio cultural. Não fossem estes grupo e comunidades específicas de pessoas, que preservaram costumes, expressões e tradições passadas, o governo não teria abarcado toda essa diversidade. Até pq os gestores designam interesses de ambientes políticos... Muito de nossa história não está nos contos e livros oficiais, mas sim na oralidade e memória social do povo... O governo contribui com as políticas de fomento e salvaguarda, mas tbm infelizmente é um espaço de poder, e então, sob este olhar, durante séculos só se preservou patrimônios consagrados pelo poder.
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