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Desertificação no Sul


Área atingida pelo processo de desertificação

Um grande problema tem assolado o sudoeste do Rio Grande do Sul, o processo de arenização dos solos, conhecido também como desertificação. Esse processo é provocado, principalmente, pela atividade agropecuária extensiva que é exercida ao longo de décadas na região.

Como a composição vegetativa do local é a pradarias e/ou pampas e o solo possui características arenosas, esse se torna fácil de ser fragmentado. Isso ocorre após a retirada da cobertura vegetal original para substituir por outras espécies, com fins comerciais, geralmente monoculturas (cultivo de uma única cultura em grandes extensões de terra), ou mesmo para o plantio de pastagens para a produção pastoril.

A partir desses agravantes o solo é disseminado por meio das ações erosivas eólicas (vento) e das chuvas (pluvial). Como chove praticamente o ano todo no local, as enxurradas aceleram o processo gerando imensas erosões, denominadas de voçorocas, e o vento se encarrega de dispersar a areia formando dunas e expandindo a desertificação, nos dias atuais as manchas já atingem, aproximadamente, quatro mil hectares.

Esse fenômeno provocado pela ação antrópica ocasiona uma mudança da paisagem e dificulta o desenvolvimento das práticas agrícolas, além disso, compromete o ecossistema das áreas atingidas.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Região Sul - Geografia do Brasil

Geografia - Brasil Escola

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