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Vírus

Biologia

Os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios por não possuírem metabolismo fora de células.
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Os vírus são organismos extremamente pequenos que foram descobertos a partir de trabalhos realizados, separadamente, por Dimitri Iwanowski, em 1892, e Martinus Beijerinck, em 1893. Por serem estruturas com cerca de 15 a 300 nm de diâmetro, eles não podem ser visualizados com facilidade. Sendo assim, os estudos nessa área avançaram na década de 40, quando surgiram os primeiros microscópios eletrônicos.

Os vírus são organismos que não possuem célula (acelulares), sendo sua estrutura formada basicamente por proteínas e ácido nucleico. A proteína forma um envoltório denominado de capsídio, que é formado por vários capsômeros e pode ser usado como forma de classificação dos vírus. De acordo com a simetria viral, podemos classificá-los em icosaédricos, helicoidais e complexos. A função principal dos capsídios é proteger o material genético que se encontra em seu interior, que normalmente é de apenas um único tipo: DNA ou RNA.

Alguns vírus possuem ainda um envelope localizado externamente ao capsídio e que é formado por lipídios, proteínas e carboidratos. Essa estrutura é derivada do sistema de membranas da célula parasitada e é adquirido no momento em que o vírus é eliminado pelo processo de brotamento. Os vírus que possuem envelope recebem a denominação de envelopados.

Observe a estrutura básica de um herpesvírus
Observe a estrutura básica de um herpesvírus

Apesar de não possuírem célula, os vírus são extremamente dependentes dessas estruturas, uma vez que não possuem metabolismo próprio e não apresentam nenhuma organela. Ao parasitarem uma célula, eles induzem a produção de material genético viral e proteínas, controlando o metabolismo celular. Em face dessa característica, os vírus recebem a denominação de parasitas intracelulares obrigatórios.

Como não possuem metabolismo fora de uma célula, muitos autores não admitem que esses seres sejam vivos. Outros pesquisadores, por outro lado, consideram-nos vivos porque eles podem duplicar-se e apresentam variabilidade. Outro ponto que contribui para essa última classificação é a presença de moléculas como proteínas, lipídios e carboidratos.

Os vírus reproduzem-se de maneiras variadas, mas todos possuem algumas etapas básicas:

Adsorção: Ocorre a interação entre a célula que será parasitada e os vírus, formando ligações entre os seres invasores e os receptores na membrana da célula.

Penetração: Acontece a entrada do vírus em sua totalidade ou parcialmente na célula.

Desnudamento: O ácido nucleico do vírus é liberado no interior da célula, separando-se do seu capsídio.

Biossíntese: O material genético é duplicado e ocorre a síntese das proteínas necessárias para formar o capsídio.

Morfogênese: Acontece a organização das estruturas formadoras do capsídio e do material genético.

Liberação: Nesse momento, ocorre a lise da célula e a liberação dos vírus. No caso dos envelopados, ocorre o brotamento desses organismos.

Ao parasitar uma célula humana, os vírus podem desencadear diversas doenças, que podem ou não gerar sintomas. Entre as principais doenças virais conhecidas, podemos citar a dengue, hepatite, AIDS, raiva, varicela, varíola, rubéola, ebola, herpes e gripe. Vale destacar que cada doença apresenta sintomas e tratamento diferenciados.

Acesso os textos dispostos mais abaixo para ampliar seus conhecimentos sobre os vírus e também conhecer mais a respeito das doenças causadas por esses seres.

Bons estudos!


Por Ma. Vanessa dos Santos

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