
Parto na Água
Em todo o mundo, a procura por métodos alternativos de parto é cada vez maior. No Brasil, devido a questões culturais, cerca de 80% dos partos são cesáreas. Para muitos especialistas, o parto é um processo natural, por isso, deve ser o mais espontâneo possível, com um mínimo de sofisticação na sua assistência. Um dos métodos de parto natural alternativo que mais cresce no mundo é o parto na água.
Tal método consiste na preparação de uma banheira com água morna (36ºC) na qual a gestante permanece. Nesse tipo de parto, o ambiente fica à meia luz, sendo que o pai ou acompanhante tem a opção de ficar dentro da banheira com a mulher.
A grande vantagem do parto na água é o fato de ser bem mais calmo e tranqüilo para o bebê, uma vez que o recém-nascido encontra condições muito semelhantes às do útero humano. Na maioria dos casos, os bebês sequer choram quando nascem. Além disso, o parto é muito mais confortável para a gestante, uma vez que o mesmo alivia as dores das contrações, provoca o aumento da irrigação sangüínea da mãe, a diminuição da pressão arterial e o relaxamento muscular.
Alguns críticos ao método afirmam que o parto não é seguro, já que o bebê pode aspirar água. Entretanto os casos de acidentes envolvendo o método são raríssimos, e se comparados aos outros tipos de partos, onde também podem ocorrer acidentes, o parto na água é seguro.
O parto na água não é recomendado para gestantes com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes e Genital ativo. Também não é recomendado em trabalhos de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, no caso de bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo.
Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola
Partos - Gravidez - Biologia - Brasil Escola
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