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Inseminação artificial

Biologia

A inseminação artificial consiste em um método em que espermatozoides são depositados no trato reprodutor da fêmea.

Muitas pessoas confundem inseminação artificial com fertilização “in vitro”, mas qual a diferença entre elas?

Na fertilização “in vitro”, o óvulo feminino é fecundado por espermatozoides fora do corpo da mulher, sendo, depois de fecundado, implantado no seu útero. Já na inseminação artificial, os espermatozoides são introduzidos no interior do útero da fêmea, a fim de fecundarem o óvulo, não sendo necessária a retirada dos óvulos do seu corpo.

Há dois tipos de inseminação artificial: a inseminação artificial intracervical(IC), em que o esperma é inserido no cérvix; e a inseminação artificial intrauterina (IU), em que o esperma é inserido no útero.

Na inseminação artificial intracervical, o esperma é injetado no cérvix através de uma seringa. Esse método reproduz a forma como o esperma é depositado pelo pênis, no cérvix, no momento da ejaculação. Na inseminação artificial intrauterina, os espermatozoides passam por um “tratamento”, no qual somente os que estão aptos a fertilizar permanecem. Feito isso, os espermatozoides são depositados diretamente no útero, após a fêmea passar por um tratamento que induz a ovulação.

A inseminação artificial intrauterina tem algumas vantagens sobre a inseminação artificial intracervical, porque nesse tipo de inseminação não é necessária a presença de muco cervical, importante para a migração dos espermatozoides até o óvulo. Outro fator vantajoso é que na inseminação artificial intrauterina, como os espermatozoides são inseridos além do colo do útero, aumentam-se as chances de fecundação, pois haverá um maior número de espermatozoides aptos na cavidade intrauterina.

Antes da realização de qualquer método de inseminação artificial, é preciso que haja uma estimulação ovariana na fêmea. Essa ovulação é induzida de forma controlada através de hormônios para evitar a hiperestimulação ovariana e consequente gravidez múltipla.

A taxa de sucesso da inseminação artificial fica em torno de 10% a 15% na inseminação artificial intracervical; e de 15% a 20% na inseminação artificial intrauterina, mas em ambos os casos é preciso levar em consideração outros fatores, como idade e saúde da receptora.


Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

DEIXE SEU COMENTÁRIO
  • geissy daniela silvadomingo | 01/02/2015 13:45Hs
    tenho 30 anos mae de 4 filhos todos cesariana,por tanto ja laqueada,gostaria de saber si existe a possibilidade de com a ensiminaçao ser mae novamente
    • Vanessa Sardinha dos Santossegunda-feira | 02/02/2015 13:29Hs
      Olá Geissy. Para ser mãe novamente você poderá tentar dois procedimentos: reversão da laqueadura ou fertilização in vitro.
      Equipe Brasil Escola
      8 7
  • kelly cristina de assunçaosábado | 13/09/2014 23:51Hs
    oi,boa noite. tenho 38 anos e tenho dois casais de filhos. fiz a ligadura do ultimo filho. so que hoje tenho uma pessoa que tem uma importancia muito grande na minha vida e ele tem 43 anos e nao tem filhos. nos gostariamos muito de poder e saber mais sobre a inseminação artificial,pois quero muito poder ser mae novamente.
  • Márcia Barrossegunda-feira | 14/07/2014 21:34Hs
    tenho 36 e dois filhos do primeiro casamento.casei de novo e meu marido quer ter um filho mais nao tenho trompas. posso fazer uma inseminaçao?
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