A difusão é um processo de movimento de partículas, numa solução, por exemplo, ou num meio gasoso. Na difusão, que é um fenômeno puramente físico, as partículas tendem a se mover da área de maior concentração para a de menor concentração, até que as concentrações se igualem.
Ex.: um pouco de açúcar é colocado num copo com água. As partículas de açúcar se difundem aos poucos pelo líquido até que ele fique homogeneamente doce.
A difusão na célula
Da mesma forma, quando uma célula é colocada num meio rico em determinado soluto, logo terá no seu interior moléculas desse soluto, contanto que a membrana plasmática seja permeável à substância. Normalmente, quanto menor for a partícula que se difunde, mais rápida será sua passagem através da membrana plasmática. Assim, água, sais, açúcares simples (monossacarídeos) e aminoácidos se difundem através da membrana com relativa facilidade. Já a macromoléculas, como proteínas ou amido, não atravessam a membrana, podendo ser, no entanto, capturadas pela célula por outros métodos.
Um bom exemplo de difusão através da membrana plasmática é o caso da entrada de oxigênio numa célula. Como há um consumo constante de oxigênio pela mitocôndrias na respiração, a concentração interna do gás é sempre baixa em relação ao meio externo. Existe então, entre a célula e o meio, um gradiente de concentração (diferença de concentração), e as moléculas do oxigênio tendem a se mover do local de maior concentração (lado externo) para o local de menor concentração (citoplasma). Enquanto a célula se mantiver viva, ela gastará oxigênio; dessa forma, é mantida a diferença de concentração, o que garante a difusão constante de gás para dentro da célula.
Por outro lado, uma substância fabricada no interior da célula, como é o caso do gás carbônico (resíduo de respiração), estará sempre em concentração alta no interior do citoplasma. Isso fará com que ocorra a difusão constante dessa substância para fora da célula.
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