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Decifrando o código da tradução proteica

Biologia

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É durante o mecanismo de tradução que as proteínas são formadas, através de um processo biológico no qual as células, enquanto unidade morfofisiológica da vida, expressam um dos seus interessantes fenômenos.

Conforme o RNA ribossômico (RNA-r) efetua a leitura do filamento de RNA mensageiro (RNA-m), havendo constante entrada e saída de RNAs transportadores (RNA-t) que trazem consigo os aminoácidos, vai se formando uma proteína.

Porém, esse evento não é tão simples assim!

Mas para entendimento, vejamos da seguinte forma:

Inicialmente os RNAs são preparados, do mensageiro, por exemplo, são extraídos os segmentos não funcionais (os íntrons) e permanecendo os funcionais (os éxons), significando o encurtamento do filamento de RNA-m.

Após o processamento, a subunidade menor do ribossomo se associa a um RNA-t que transporta o aminoácido metionina. Esse conjunto se acopla ao filamento de RNA-m à procura de um códon de iniciação, caracterizado pela trinca de bases nitrogenadas especificado por AUG (adenina / uracila / guanina). Quando encontrado este ponto de partida, a subunidade maior do ribossomo se fusiona à subunidade menor.

Na subunidade maior existem dois sítios (A e P) que recepcionam a entrada dos RNAs-t. Nessa fase inicial, o RNA-t com metionina ocupa o “sítio P”, enquanto o “sítio A” fica momentaneamente desocupado.

De acordo com a sequência de bases contidas no códon consecutivo, outro RNA-t unido a um tipo de aminoácido ocupará o “sítio A”, e os aminoácidos que forem entrando formarão a cadeia proteica, ligando-se uns aos outros de forma linear por meio de ligações peptídicas. É por isso que as proteínas recebem a denominação de polipeptídios.

Estabelecida a ligação peptídica, o transportador unido à metionina se separa desse aminoácido, desocupando o “sítio P”. Dessa forma o ribossomo poderá se deslocar para o códon subsequente, transferindo o transportador que permaneceu para o “sítio P”, ficando o “sítio A” vazio e apto a receber outro transportador com um terceiro aminoácido.

Seguindo esse processo, os ribossomos percorrem toda a extensão do RNA-m, atingindo um códon específico de terminação (UAA, UGA ou UAG).

Exemplificação do processo:

Tabela contendo o código conforme a sequência de bases nitrogenadas na molécula de RNA-m, exemplificando como ocorre a codificação de um aminoácido na proteína, a partir da trinca de bases nitrogenadas determinas pelo códon (em vermelho: códon / aminoácido, que marca o início da tradução).

Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

Genética - Biologia - Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

LAY-ANG, Giorgia. "Decifrando o código da tradução proteica"; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/biologia/decifrando-codigo-traducao-proteica.htm>. Acesso em 02 de novembro de 2015.

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