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Escorpião (Ordem Scorpiones)
Na ordem crescente, Tityus serrulatus, T.bahiensis, T.stigmurus e T.paraensis
Reino Animalia
Filo Arthropoda
Classe Arachnida
Ordem Scorpiones
Os escorpiões são artrópodes pertencentes à Classe Arachnida, a mesma das aranhas. Logo, não são insetos, já que não pertencem à Ordem Insecta. Esses animais apresentam corpo dividido em prosoma, ou cefalotórax; e o opistosoma, ou abdome. Essa última estrutura é dividida em mesossoma e metasoma. No primeiro, encontramos cinco pares de olhos, quelíceras, pedipalpos e seus quatro pares de pernas articuladas; e no segundo, este de aspecto semelhante a uma cauda, apresenta seu ferrão (telson), glândulas de veneno e ânus. Em todo o corpo, possuem receptores sensitivos.
Encontrados em diversos tipos de hábitat, em todo o mundo, estes animais, tal como as aranhas, são importantes no controle populacional de diversos invertebrados e pequenos vertebrados. É um eficiente predador graças a seus fortes pedipalpos e agilidade – embora possuam uma das taxas metabólicas mais baixas do reino animal.
Algumas espécies são dotadas de veneno, utilizando essa substância para capturar e imobilizar suas presas. Em casos extremos, lançam mão deste para defesa pessoal. Apenas 24 espécies são potencialmente perigosas à nossa espécie. Mortes podem ser provocadas em aproximadamente 0,5% dos casos, sendo estas resultantes de paradas cardiorrespiratórias. Idosos e crianças são as principais vítimas.
No Brasil, escorpiões do Gênero Tityus são os de importância médica. Tityus serrulatus, T.bahiensis, T.stigmurus e T.paraensis são os principais, sendo os três primeiros, os escorpiões amarelos, os maiores responsáveis por acidentes. Vale frisar que esses animais não são agressivos, e que os acidentes ocorrem geralmente por distração da vítima, ao calçar sapato com o animal dentro, virar troncos sem luvas, ou pisar em terrenos propícios, sem a devida proteção.
O veneno causa, além de dor local, uma ferida discreta; mas que pode evoluir, em poucas horas, a sintomas como sudorese, náuseas, arritmia cardíaca, tremores, dentre outros. Sua gravidade está relacionada à proporção entre quantidade de veneno injetado e massa corporal do indivíduo picado, além de sua situação imunológica. O tratamento consiste no uso de anestésicos locais e, em situações mais sérias, soro específico.
Para evitar acidentes, é importante evitar o acúmulo de entulhos em ambiente domiciliar, limpeza periódica da residência, manter o jardim com grama aparada e sem excesso de folhas no chão e manejo correto do lixo. Em zonas rurais ou propícias à ocorrência destes animais, é necessário sacudir roupas e calçados antes de usá-los; utilizar luvas de raspa de couro ao manejar madeira, troncos ou buracos; e sempre andar com os pés protegidos.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola
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Ontem vi uma reportagem na TV, sobre uma criança "ferida" por um escorpião; fiquei sensibilizada pela situação da criança, e imprecionada com a gravidade do caso, então, resolvi pesquisar. Encontrei essa descrição da Biológa Mariana; parabenizo-a pelo seu trabalho, e sugiro que haja mais divulgação sobre o assunto.
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Gostei muito desse texto ...
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Aonde eu nasci no Ceará eu via direto escorpiões...sempre que eu limpava a casa tinha sempre um embaixo do sofá e como o texto disse ele não morde à toa só se a pessoa mexer com ele.É muito bom morar no sertão onde você vê ninhos de cobras no seu telhado e escorpiões passando embaixo do seu sofá!!!!rs
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fica dois furinhos onde o escorpião pica, ele gosta de comer barata, se esconder em resto de lixo, tijolos, se for picado peça para alguém com muito cuidado capturar o animal para verificar a espécie, não passar nada onde foi picado também é muito importante.
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