Topo
pesquisar

Acento Agudo

Acordo Ortográfico

PUBLICIDADE

Antes de explicitar o que muda no acento agudo, vamos ratificar duas significações: ditongo e hiato. O primeiro é o encontro de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa, sendo estas pronunciadas na mesma sílaba. Já o segundo é a sequência de vogais pertencentes a sílabas diferentes.

O acento agudo deixa de existir em alguns poucos casos, vejamos:

• Paroxítonas:

1. Nas palavras paroxítonas, ou seja, nos vocábulos cuja tonicidade recai na penúltima sílaba, os ditongos abertos ei e oi que eram acentuados, não são mais. Este fato é justificado na existência de oscilação entre a abertura e fechamento na articulação destas palavras. Assim, alguns termos que hoje se escreve de um jeito, tomam novos formatos ortográficos, como: assembleia, ideia, jiboia, proteico, heroico, etc. Já outros, continuam como são: cadeia, cheia, apoio, baleia, dezoito, etc.

Porém, o acento agudo permanece nas oxítonas (vocábulos cuja tonicidade incide na última sílaba) e nos monossílabos tônicos com ditongos abertos –éi, -éu ou oi, seguidos ou não de –s: papéis, herói, remói, anéis, ilhéus, chapéu, etc.


2. Nas palavras paroxítonas com hiatos formados com i e u, sendo que a vogal anterior a estas faz parte de um ditongo, ou seja, quando são precedidas de ditongo. Dessa forma: feiúra passa a ser feiura, baiúca passa a ser baiuca.

Entretanto, as vogais i e u, oxítonas ou paroxítonas, continuam a ser acentuadas se a vogal que antecede estas não formar ditongo: saída, cafeína, egoísmo, baía, ciúme, recaída, sanduíche, Piauí, etc.

3. Nos verbos em que o acento tônico incide na raiz, com as consoantes g ou q precedendo a vogal tônica u. É o caso de: arguir e redarguir: arguo, arguis, argui, arguem, e assim por diante.
 

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
 

Veja mais!

Acento grave - O emprego da crase muda com o novo acordo?

DEIXE SEU COMENTÁRIO
  • Maria Aldeneide Gonçalves Guedesquinta-feira | 05/02/2015 10:28Hs
    TIRO MUITO MINHAS DÚVIDAS COM ESTE TEXTO.
  • Josésexta-feira | 10/10/2014 16:29Hs
    Imagina um estrangeiro, nativo de país não lusófono, estudando português depois da deforma ortográfica. Aí ele pega um texto para ler e pronuncia: aréia, cadéia, baléia, biscóito, etc. Uma das maiores riquezas da língua portuguesa é (ou era) deixar bem claro, pela escrita, como é a pronúncia, viabilizando a pronúncia correta a alguém que lê uma palavra desconhecida.
    • Danilo Magalhãessexta-feira | 17/10/2014 22:11Hs
      Não precisa ser um estrangeiro; de uns 10 anos pra cá, pare e pergunte a um aluno recém formado pelo "empurra-burro", aqui de SP, sobre algo, a regra gramatical e na pior das hipóteses, pergunte sobre as mudanças; você ficará assustado, não pela resposta, mas sim pela falta de vergonha na cara desses governantes, em não investir na sua totalidade, na área da educação, uma verdadeira vergonha será a resposta do que não se aprendeu. Isso, digamos a nível Brasil, inclusive, ! Se eu errei a gramática, me perdoe pois eu não sou professor de português, no entanto, eu duvido que todos esses, consigam passar numa lousa, todas as regras da gramática, sem olhar em um livro-guia! Depois me vem com um teste de ENEM, com a cara deslavada, indagando-se da sua incompetência, colocando a culpa no povo!
      19 13
  • Luiz Carlos Soaresquinta-feira | 31/07/2014 22:10Hs
    muito bom, informação muito clara!
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Cursos Brasil Escola + DE 1000 OPÇÕES >> INVISTA EM SUA CARREIRA! <<
Conteúdos exclusivos de ciências para crianças.
NOÇÕES DA REFORMA ORTOGRÁFICA
12x R$ 6,66

sem juros

COMPRAR
Conteúdos exclusivos sobre redação
CURSO DE REDAÇÃO
12x R$ 10,83

sem juros

COMPRAR
CURSO DE HISTÓRIA
CURSO DE HISTÓRIA
12x R$ 10,83

sem juros

COMPRAR
Conteúdos exclusivos sobre o ENEM.
PREPARATÓRIO ENEM 2015
12x R$ 10,83

sem juros

COMPRAR
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
R7 Educação